21 Junho 2021, Segunda-feira
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Trabalhadores da Visteon estão hoje em protesto para forçar administração a negociar salários

O SIESI afirma que a diferença entre os aumentos praticados na Visteon e o aumento do Salário Mínimo Nacional é de 45,16 euros, ou seja, nos últimos cinco anos os aumentos salariais dos trabalhadores da fábrica de Palmela foram inferiores ao Salário Mínimo Nacional

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Os trabalhadores da Visteon Portuguesa estão hoje a realizar acções de protesto, divididas pelos três turnos, de uma hora cada, nos espaços ajardinados da empresa. Na origem do descontentamento estão as negociações pelo aumento de salários. O primeiro turno teve uma “adesão de 80%” ao protesto.

“Reunimos cinco vezes com a direcção da empresa e a proposta negocial que nos apresentaram não agradou aos trabalhadores”, afirma a sindicalista Palma Sobral, do Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI), e trabalhadora da unidade de fabricação de receptores de rádio e de televisão e bens de consumo similares, em Palmela.

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Segundo o SIESI, “a diferença entre os aumentos praticados e o aumento do Salário Mínimo Nacional é de 45,16 euros, ou seja, nos últimos cinco anos os aumentos salariais dos trabalhadores da Visteon foram inferiores ao Salário Mínimo Nacional”. E acrescenta que a administração da unidade da companhia norte-americana de componentes Visteon “visa igualar os salários por baixo” e a caminhar neste sentido, os trabalhadores da Visteon podem num curto espaço de tempo igualar o Salário Mínimo Nacional”.

Uma estratégia que não merece o acordo do sindicato e dos trabalhadores.  “Perante a proposta da empresa, 1,4%, 20 euros (mínimo), vem mais um ano ficar aquém do salário mínimo nacional, quando o aumento que se impunha seria o de 75,16 euros”, isto “só para igualar o aumento dos trabalhadores da Visteon aos aumentos dos últimos cinco anos do Salário Mínimo Nacional”.

Afirma Palma Sobral que a empresa “não está a considerar bem os trabalhadores”, e lembra que a unidade instalada em Palmela há 30 anos “teve sempre lucros”. E, no ano passado, mesmo com trabalhadores em lay-off, “conseguiu recuperar”.

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Depois de “entregue uma moção de descontentamento dos trabalhadores à direcção”, indica a sindicalista que estes decidiram “um protesto silencioso vestidos de negro”, e garante que se as pretensões não forem ouvidas pela administração da fábrica, “serão organizadas outras acções de protesto”, garante.

A primeira acção, com os trabalhadores do 4.º turno, decorreu entre as 7h15 e as 8h00; na parte da tarde, das 15h30 às 16h30, juntam-se os do 1.º turno e, os do 2.º turno, entre as 16h30 e as 17h30. Um protesto que, no total, deverá reunir cerca de 800 trabalhadores

A Visteon Portuguesa na fábrica de Palmela tem cerca de 1 100 trabalhadores, dos quais estão actualmente em teletrabalho cerca de 300.

 

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