16 Abril 2021, Sexta-feira
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Fernando Silva é top em bilhar carambola e deseja um centro de alto rendimento

Começou no Ginásio em Almada, jogou no Benfica, no Porto na secção de Lisboa e agora está no Eborense. Integra o top 10 nacional

 

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Hoje, segunda-feira, começa a segunda fase de desconfinamento e, para o setubalense Fernando Silva, jogador na 1.ª Divisão Nacional de bilhar na vertente de carambola, a esperança é que agora a Federação Portuguesa de Bilhar relance a competição na modalidade depois desta ter sido ‘travada’ devido à pandemia da covid-19.

No top 10 da categoria a nível nacional, onde são 206 os federados, e já convidado para representar a Selecção Nacional – como suplente há dois anos -, o atleta diz que “há um ano que não existem competições”, e o mesmo acontece a nível internacional, na Europa, “onde também estão paradas”. A solução seria competir no mundo asiático, caso da Coreia – onde a modalidade não parou e é muito acarinhada – mas a imposição dos custos financeiros com a deslocação, entre outras, não permite esses voos.

Mais ainda quando em Portugal o que ganha um profissional de bilhar de carambola “não dá para viver da modalidade”, afirma e acrescenta: “Somos atletas praticamente por carolice”, é que “aqui, só uma meia dúzia de jogadores têm alguma remuneração, mas mesmo assim muito pequena”.

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Com onze anos de prática competitiva e posicionado no 186.º lugar a nível mundial, Fernando Silva lamenta ainda que sejam poucos os dirigentes associativos e desportivos a apostar na modalidade. A sul do Tejo, diz existirem apenas três concelhos onde o bilhar carambola a 3 tabelas tem representatividade: Almada através do Ginásio Clube do Sul, onde a modalidade tem maior expressão, e onde começou a praticar, em Évora no Eborense – que actualmente representa – e em Setúbal onde “existe uma equipa pequena ao nível da 2.ª Divisão” ligada à Casa do Futebol Clube do Porto.

Para dar élan à modalidade em Setúbal, diz que era necessário ser criado um “centro de alto rendimento”, e também existirem “dirigentes para fazerem trabalho junto dos jovens para captar novos praticantes”. Mas o grande entrave está mesmo na falta de instalações, sem isso, “nada se consegue fazer”. Diz Fernando Silva que ele próprio já tentou contactos, inclusivamente “junto da Câmara de Setúbal”, para encontrar um espaço dedicado à prática de bilhar, “mas não houve abertura”. Por outro lado, como atleta de alto rendimento, não pode perder a concentração com outras questões a não ser competir.

“Ultimamente estou a dedicar-me mais às competições internacionais, como taças do mundo”, diz o atleta que também já representou o Benfica e o Futebol Clube do Porto, através da secção de Lisboa, e tem conseguido apoios de três marcas. De resto, mantém-se em competição porque a sua “condição profissional o permite”, afirma. Ou seja, competir em nome de clubes, só mesmo dentro do território nacional.

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Aliás, a estabilidade pessoal, a vários níveis, é um dos factores importantes na prática do bilhar carambola. “Para além da necessária boa preparação física – chegamos a ter jogos em que estamos na mesa 8 a 10 horas seguidas -, é fundamental a boa capacidade de concentração; temos de deixar de lado tudo o que está para lá da mesa”, explica.

“Este é um jogo que emprega muita matemática, cada losango [encrustado] na tabela tem o seu valor matemático a ser avaliado segundo a velocidade da bola. Temos de nos focar no jogo e não permitir que algo nos venha destabilizar”.

Este pode ser um dos segredos que separa os bons, dos menos bons, atletas de bilhar carambola. “Há jogadores que jogam muito bem nos treinos, mas em competição falham por completo”, comenta.

Actualmente, aos 60 anos, Fernando Silva representa o Clube Bilhar Eborense. “Saí do Benfica porque em Évora recebi melhores condições”, revela. O clube de Évora “fez contratações interessantes, tem boas condições e um bom projecto”, assinala. Agora o atleta sadino aguarda que a Federação Portuguesa de Bilhar dê luz verde para que sejam retomadas as competições. “Tenho treinado em Évora, e em Setúbal – onde há poucas mesas-; é essencial voltarmos à competição”, comenta.

E enfatiza que apesar de Portugal não apostar na modalidade bilhar na vertente carambola “como acontece em Espanha”, os melhores do mundo vêm participar em competições no terreno nacional. “Clubes como o Porto conseguem trazer os melhores da modalidade nas competições que organiza”, lembra.

Enquanto atletas de bilhar carambola de outros países vêm competir em Portugal, Fernando Silva diz que, ele, já tentou reunir apoios para participar em competições internacionais levando ao peito o nome de Setúbal, mas “ainda não me foi possível”, lamenta.

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