13 Abril 2021, Terça-feira
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“Mesmo no Campeonato de Portugal o Vitória é o Vitória e nunca há-de deixar de o ser”

“Estamos a ser as referências de muita gente desta cidade que gosta do clube”, vinca

 

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Em entrevista ao Canal de YouTube “Xala Fora de Jogo”, João Valido, guarda-redes do Vitória FC, de 21 anos de idade, falou do actual momento da equipa e revelou o que significa para si vestir a camisola do clube do coração.

O que significa ser jogador do Vitória?

Praticamente a minha vida toda de futebolista foi passada a representar o Vitória. Só não estive aqui um ano [representou o Benfica]. É uma responsabilidade muito grande. Neste contexto, sabendo das dificuldades que o clube tem, acresce um bocadinho essa responsabilidade. Sabemos que o lugar do Vitória não é onde estamos agora, é dos clubes com mais história em Portugal e já conquistou muitas coisas. É um clube bom para nós porque nos estamos a valorizar. Sendo realistas, se ficássemos na I Liga, seria mais difícil. Não significa que não viesse a acontecer porque estávamos integrados no plantel. Abriu-se esta porta e procuramos juntar o útil ao agradável, procurando ao máximo ajudar o Vitória e, também, pensar nos benefícios que podemos ter nas nossas carreiras.

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O que vos transmitem Nuno Pinto, Mano, Semedo e Zequinha, jogadores mais experientes do plantel?

Vai fazer quatro anos que estou com eles e já são muitas as histórias e a aprendizagem que tenho tido com todos. Tentam ao máximo passar as vivências que já tiveram e situações que tiveram em quase 20 anos de carreira. Dentro campo olho para eles como colegas que são, mas dentro do balneário não os vejo só como colegas. Quem é jogador de futebol tem o sonho de fazer uma carreira como profissional. Todos conseguiram fazê-lo e são exemplos que temos entre nós.

Qual é a tua maior referência?

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Não tenho uma pessoa ou um jogador em concreto, tenho várias. No futebol é claramente o Cristiano Ronaldo. Não só pelo que representa como jogador e pelos golos que já marcou, mas também pelo profissional que é e os sacrifícios que fez para ser o que é. Tive o prazer de estar com ele num estágio da Selecção e esses são momentos únicos que guardamos para o resto da vida. É uma pessoa que nos põe à vontade e dialoga connosco. Foi um momento incrível e vou guardá-lo para sempre.

Na baliza, é o Buffon. Por tudo o que representa e pelo guarda-redes que continua a ser. Gosto também dele pela pessoa e jogador que é, claro. Além do futebol, o tenista Federer. Tenho uma admiração enorme por ele. Não gostava muito de ver ténis, mas quando Federer joga é um momento sagrado em que tenho de estar em frente à televisão. No meio artístico, Bruce Springsteen é um músico que eu adoro. Ouço-o muito antes dos jogos, só ouço as músicas dele.

Consideras-te uma referência para as crianças que estão agora a começar no Vitória?

Sinto orgulho quando recebo algumas mensagens, independentemente da idade que tenham. Quando acabámos o jogo do Moura [triunfo 2-1 no Bonfim], um vice-presidente veio ter comigo a dizer que estava um miúdo no exterior do estádio que queria falar comigo, tirar uma fotografia e pedir um autógrafo. São esses pequenos exemplos que nos deixam felizes. Quando era miúdo e estava em casa ou no Bonfim via os jogadores do Vitória como exemplo. O Eduardo, o Moretto, o Diego, o Sandro, o Pitbull, tantos jogadores que via como referências, independentemente das suas posições em campo.

Agora, mesmo estando no Campeonato de Portugal, o Vitória é o Vitória e nunca há-de deixar de o ser. Estamos a ser as referências de muita gente desta cidade que gosta do clube. É uma responsabilidade que temos e temos de saber lidar com isso. É uma boa responsabilidade.

Além do Vitória, actuou uma época nos sub-17 do Benfica…

Sempre tive interesse do Benfica durante muitos anos e não quis ir. Em sintonia com a minha família, sobretudo o meu pai, sempre achámos que era melhor ficar aqui ao pé de casa onde tinha a escola. Fazia pentatlo moderno e treinava aqui perto. Na altura, quando era sub-17, falei com muita gente ligada ao futebol que me disse que era bom ir por ser uma experiência completamente diferente. Não foi uma decisão fácil de tomar, mas fui e não me arrependo de a ter tomado. Foi uma experiência incrível uma realidade muito diferente. Pensei que se antes ia a treinos e jogos da Selecção no Benfica também iria. Nada disso! Foi o único ano da minha formação em que não fui a um único treino da Selecção. No ano seguinte voltaamm a abrir-me as portas do Vitória para treinar logo com a equipa principal, mesmo sendo júnior de primeiro ano. Falámos com o Benfica que seria bom para mim e o clube chegou a acordo com o Vitória. Vim e desde aí fui aos treinos todos da Selecção e fui internacional pela primeira vez. No entanto, a experiência de ter ido ao Benfica foi positiva. Se não tivesse ido para o Benfica não era a pessoa e o guarda-redes que sou hoje. Também foi bom regressar ao Vitória.

Até onde acha que pode chegar?

Claro que todos têm a ambição de chegar à I Liga e jogar na Liga dos Campeões ou Selecção A. Qualquer miúdo de oito anos diz isso porque é um sonho legítimo que quem gosta de futebol tem. Gosto muito de viver o dia-a-dia e jogo agora no Vitória, no Campeonato de Portugal, e não estou preocupado se amanhã aparece uma equipa da II ou I Liga ou até do estrangeiro. No final da época logo se vê. Agora estou focado no que estou a fazer.

O que podem prometer aos vitorianos?

Tentar colocar o Vitória na I Liga, lugar de onde nunca deveria ter saído. Não vai ser fácil, mas a entrega e o esforço que temos demonstrado desde o primeiro jogo é algo que podemos continuar a prometer aos adeptos.

Define o Vitória numa palavra?

Paixão.

 

Ricardo Lopes
Jornalista
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