13 Abril 2021, Terça-feira
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Dois apartamentos partilhados já acolhem primeiros sem-abrigo do concelho

Medida dá nova oportunidade às pessoas que vivem nesta situação

 

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O Projecto Social de Apartamentos Partilhados para Pessoas em Situação de Sem-Abrigo, desenvolvido pela Associação Nós em conjunto com a Câmara do Barreiro, e financiado pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, ficou marcado na última quinta-feira por um importante passo a nível local, com seis pessoas do concelho a ocuparem as primeiras casas disponíveis que, desde a semana passada, passaram a constituir uma alternativa habitacional temporária para este conjunto de habitantes.

Sara Ferreira, vereadora responsável pela divisão de Intervenção Social, Igualdade, Saúde e Habitação na autarquia, em declarações a O SETUBALENSE, explica que estas pessoas “são acompanhadas já há algum tempo no âmbito do Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo (NIPSA), que por sua vez avalia cada situação e mais tarde valida quem é que está em condições para integrar este projecto”, sublinha.

De acordo com a autarca barreirense, as pessoas em causa são de seguida acompanhadas pela equipa técnica que assegura a sua integração. “A ideia é dar-lhes logo uma alternativa habitacional e posteriormente trabalhar a sua autonomia e inserção”, revelou. No total são três os apartamentos disponíveis (um T5, T4 e um T2), estando dois deles já em funcionamento, e o terceiro a ser alvo de obras, que neste momento “estão quase a terminar”, informa.

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A vereadora realça ainda que a próxima etapa deste processo passa por ver as 11 vagas ocupadas, sendo que à medida que alguns sem-abrigo vão saindo destes espaços, outros poderão vir a ocupar as casas, conforme a necessidade de cada um.

Recorde-se que o projecto foi inicialmente apresentado aos parceiros durante mais uma reunião do Conselho Local de Acção Social do Barreiro (CLASB) e que, segundo o município, os beneficiários desta medida poderão usufruir desta solução num período que poderá ir de seis meses a um ano. A equipa que acompanha estas pessoas é constituída por um técnico superior na área das Ciências Sociais e Humanas e um ajudante de acção directa, que asseguram um trabalho de capacitação, responsabilização, valorização e autonomização desta população.

O projecto tripartido pretende dar uma nova oportunidade a estes barreirenses, através de uma rápida resposta social do NIPSA do Barreiro, representando um desafio para o município que complementa e potencia a intervenção que se prevê também realizar, através da candidatura apresentada ao Portugal 2020 – “Inserção de Pessoas em Situação de Sem-Abrigo”, em parceria com a Cooperativa Rumo, aprovada no ano passado e que, entre outras acções, contempla um projecto-piloto de Housing First.

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Refira-se que a autarquia assinou no princípio de Fevereiro de 2019, um protocolo para a implementação do projecto inovador naquele território, com o objectivo de “combater um flagelo da sociedade”, no âmbito da Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo 2017-2023.

Na referida reunião do CLASB, foi ainda ratificada a adesão da IDSET – Associação Portuguesa para a Inovação e Desenvolvimento, entidade prestadora de apoio técnico, no âmbito das medidas de apoio ao empreendedorismo e à criação do próprio emprego

Promoção e inclusão de jovens e crianças a nível profissional e escolar

Sara Ferreira anunciou ainda que o projecto apresentado pela Associação Tempos Brilhantes, foi recentemente aprovado na sequência do Programa Escolhas, na Quinta da Mina (Cidade Sol), que pretende “promover a inclusão profissional e escolar dos jovens daquela zona”, através de vários parceiros, e que contribuirá para a inserção laboral de crianças e jovens daquele bairro do concelho.

A Tempos Brilhantes, saliente-se, é uma associação sem fins lucrativos que “apoia práticas e projectos que melhorem as oportunidades de enriquecimento curricular, artísticas, inovação social e de educação para todos”.

A autarquia, adianta a vereadora, vai agora disponibilizar os espaços para desenvolver o projecto. “Trata-se de um passo muito positivo de âmbito social no concelho, tanto com a aprovação deste projecto pelo Programa Escolhas, como ao nível dos apartamentos partilhados, por ser uma necessidade que já vínhamos sentido há algum tempo, e com a candidatura que fizemos com o projecto Ser Casa Barreiro, a ideia era mesmo dar início a esta actividade, com o acompanhamento, e nunca esquecendo a alternativa habitacional, que é fundamental para as pessoas que estão em situação de sem-abrigo”, destaca.

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