4 Dezembro 2021, Sábado
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Caixa Agrícola confirma fecho de agência em Quinta do Anjo e serviço de ATM também está em risco

António Mestre, presidente da Junta, diz que não baixará os braços. “Iremos manifestar-nos de todas as maneiras e feitios”

 

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A agência da Caixa de Crédito Agrícola de Entre Tejo e Sado em Quinta do Anjo, única dependência bancária na freguesia, vai fechar portas no próximo dia 28 de Maio. E os serviços de ATM naquela localidade bem como em Cabanas também estão em risco de encerrar.

A intenção da Caixa Agrícola foi ontem comunicada pessoalmente ao presidente da Junta de Quinta do Anjo, António Manuel Mestre, numa reunião realizada durante a tarde naquela autarquia.

“Já calculávamos que a proposta viesse fechada. Confirmaram as nossas piores suspeitas, quanto ao encerramento e privação da população do único serviço bancário que temos aqui”, disse António Mestre a O SETUBALENSE. O autarca ainda colocou em cima da mesa uma solução com vista a satisfazer todas as partes. Mas sem sucesso. “Não houve disponibilidade para aceitarem a nossa proposta de abrirem este balcão, pelo menos, três dias por semana, o que permitiria dar resposta à população, sobretudo à mais idosa que está completamente alheada dos meios digitais.”

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Além disso, recebeu outra informação que gera ainda mais inquietação. “Mais preocupados ainda ficámos porque os próprios serviços de ATM situados na dependência de Quinta do Anjo e um outro em Cabanas também estão em avaliação de rentabilidade, para saberem se se mantêm. Até isto poderemos perder”, lamentou.

A dependência de Quinta do Anjo não deverá ser, de resto, a única da Caixa Agrícola a fechar na região. “Ficámos ainda a saber que vão ser encerradas mais duas. São as que eles chamam de agências deficitárias e vão fechá-las, porque querem redefinir o conceito de proximidade”, revelou. E, de seguida, ironizou: “A melhor forma de o fazerem é encerrando e passando para o digital a maior parte das suas operações bancárias, limitando o número de balcões.”

António Mestre promete que a autarquia continuará a lutar para tentar inverter a situação. “Não iremos baixar os braços, iremos manifestar-nos de todas as maneiras e feitios com a população ao nosso lado, para ver se ainda será possível reverter esta decisão. Mas não nos pareceu haver grande abertura para isso.” Na forja estão algumas acções de protesto. Até final desta semana, “está a decorrer um abaixo-assinado que já conta com umas centenas largas de assinaturas”, frisou. “Queremos que a entrega pública do mesmo seja feita com uma concentração”, adiantou o presidente da Junta, que considera que a atitude da Caixa Agrícola é, com esta atitude, de “abandono das comunidades”.

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No passado dia 11, o executivo da Junta já havia aprovado uma moção contra o fecho da dependência bancária. No documento, lembrava que esta era a única agência na freguesia e que a maioria dos utentes é idosa.

PCP também exige que a decisão seja revertida

A Comissão de Freguesia da Quinta do Anjo do PCP também já veio solidarizar-se com “as acções tomadas pelo executivo da Junta e as dinâmicas dos cidadãos contra o encerramento” da dependência bancária. A estrutura local comunista “sustenta o propósito de exigir a revogação” da decisão da Caixa Agrícola.

O fecho, a concretizar-se, “apenas se traduz em proveito da Caixa de Crédito Agrícola de Entre Tejo e Sado e em graves prejuízos para a população”, frisa aquela comissão do PCP, em nota de Imprensa. A medida, reforçam os comunistas, “põe em causa o bem-estar público, privando-o de um serviço de proximidade e do seu direito elementar de sustentação mínima no seu dia-a-dia”.

“Ignorando que a vida desta Caixa Mutualista tem por base os seus clientes, enquanto a banca em geral acumula enormes lucros, estas reestruturações apenas acentuam a falta de respeito por esses mesmos clientes”, considera o PCP local, a concluir.

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