10 Maio 2021, Segunda-feira
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Comissão Regional e autarquia vão investigar depósito de resíduos junto ao sapal do Sado   

São 120 mil toneladas de resíduos suspeitos de serem perigosos, e já estão no foco da CCDR-LVT e da Câmara de Setúbal

 

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A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) vai investigar o depósito de 120 mil toneladas de resíduos, a céu aberto, na zona de protecção da Reserva Natural do Estuário do Sado que foi denunciado, na passada semana, em notícia publicada por O SETUBALENSE. Também a Câmara de Setúbal já disse que vai questionar as entidades com jurisdição na área.

“Tivemos conhecimento da denúncia, tomámos boa nota e, brevemente, vamos deslocar-nos ao local para fazermos o relatório sobre o que for encontrado”, avançou a presidente deste organismo regional, Teresa Almeida, a O SETUBALENSE. “Será feito o processo de identificação e, se for caso disso, dar nota ao proprietário”, acrescentou.

Fora deste processo, pelo menos para já, está a Agência Portuguesa do Ambiente, que indicou a O SETUBALENSE que o mesmo é do “âmbito da CCDR-LVT”.

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O procedimento da CCDR-LVT será o mesmo que tomou quanto às 80 mil toneladas de resíduos depositadas, no ano passado, no Vale da Rosa, junto ao Complexo Municipal de Atletismo de Setúbal, onde veio a identificar a existência de materiais compostos por arsénio, cádmio, chumbo, mercúrio, níquel e manganês, classificados como “resíduos perigosos que apresentam diferentes características de perigosidade”.

Disso mesmo deu conhecimento, por carta, à associação Zero, a qual agora suspeita, depois de ter visitado o depósito de resíduos existente, há duas décadas, junto do sapal do Estuário do Sado, na área da Mitrena em terrenos envolventes à antiga empresa Eurominas -Electro­Metalurgia, de ser idêntico ao do Vale da Rosa.

“Há aqui pedras exactamente iguais aos materiais que já foram classificados como resíduos perigosos, [no Vale da Rosa] pelo que vamos comunicar e solicitar à Secretaria de Estado do Ambiente que faça as devidas análises científicas e investiguem qual é a origem”, disse o ambientalista Rui Berkemeier, na passada semana.

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Por parte da Câmara de Setúbal, até agora, não era conhecida a existência do depósito de resíduos à beira-Sado. Mas depois do mesmo ter sido noticiado, a autarquia diz que vai indagar e tomar medidas.

“A Câmara Municipal de Setúbal desconhecia a existência deste depósito, não se conhecendo também a composição dos resíduos em questão”, comenta fonte do gabinete da vereadora do Ambiente, Carla Guerreiro, ao jornal O SETUBALENSE, que noticiou, com fotos, na edição de quarta-feira, a existência do mesmo.

“Pelas fotos já divulgadas”, o gabinete da vereadora diz que “não consegue perceber exactamente a localização do depósito [de resíduos]”, mas sustenta que, “de acordo com as notícias publicadas sobre este assunto, estará junto ao antigo terminal da Eurominas, numa zona de transição entre a área portuária e o sapal”.

Área esta “onde a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra tem a jurisdição do domínio hídrico da área portuária, mas onde também começa a Reserva Natural do Estuário do Sado, pelo que, também será zona de jurisdição do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas”.

Perante isto, e depois de “confirmada a localização do depósito”, a autarquia assegura que “irá solicitar esclarecimentos a estas entidades”, acrescenta.

Com a Câmara de Setúbal a indicar que estes resíduos estão em área da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, O SETUBALENSE questionou a entidade portuária sobre se tem conhecimento dos mesmos, composição e sua proveniência, mas, até agora, não obteve resposta da mesma.

 

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