14 Maio 2021, Sexta-feira
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PSD tem mais cabeças-de-lista anunciados mas à CDU só falta uma escolha

Autárquicas 2021. Os social-democratas já deram a conhecer 10 candidatos. A CDU já só tem Sines por definir. O PS ainda decide sobre Setúbal e mais quatro municípios

 

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O PSD é o partido com mais cabeças-de-lista (10) já anunciados oficialmente para o Distrito de Setúbal, tendo em vista as autárquicas previstas para Outubro deste ano. Mas, se forem tidas em conta as prováveis (mais do que certas) recandidaturas de presidentes de câmara e as confirmações oficiosas, a CDU é a força partidária mais adiantada no processo, desconhecendo-se apenas a decisão da coligação para Sines – único município da região onde, curiosamente, os social-democratas não apresentaram candidatura há quatro anos.

Ao PSD falta definir as escolhas para três municípios do litoral alentejano – Alcácer do Sal, Grândola e Sines. E à CDU, além de Sines e deixando de lado as “recandidaturas presidenciais”, já só resta oficializar André Martins a Setúbal e Carlos Humberto ao Barreiro – ambos confirmados a O SETUBALENSE –, além de Maria das Dores Meira a Almada.

Já o PS tem a decidir os cabeças-de-lista à capital do distrito – Ana Catarina Mendes e Paulo Lopes são os nomes que estão em cima da mesa – e aos municípios de Palmela, Moita, Grândola e Santiago do Cacém.

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Montijo e Palmela são, até ao momento, os dois concelhos com cenários de maior definição – cada um com quatro cabeças-de-lista certos, incluindo, respectivamente, as recandidaturas dos presidentes Nuno Canta (PS) e Álvaro Amaro (CDU).

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Para já, encontram-se 13 “caras novas” entre cabeças-de-lista (confirmados ou prováveis) em oito dos 13 concelhos, face às autárquicas de 2017: André Martins, Ana Mendes ou Paulo Lopes, e o social-democrata Fernando Negrão (todos a Setúbal, onde a renovação é maior); Dores Meira (novo rosto em Almada); Luís Franco (CDU) e Pedro Louro (PSD), ambos em Alcochete; Carlos Humberto (pela CDU no Barreiro); a comunista Ana Baliza e o independente Manuel Fona Vieira pelo PPM (no Montijo); o independente Carlos Sousa e Carlos Carromeu pelo Nós Cidadãos (em Palmela); Bruno Vasconcelos (pelo PSD no Seixal); e Nélson Pólvora (pelo PS em Sesimbra).

Holofotes em quatro municípios

A lei de limitação de mandatos apenas impede nas eleições deste ano uma recandidatura no distrito – Dores Meira é obrigada a deixar Setúbal e vai, assim, avançar por Almada. Porém, existem oito nomes que, em caso de triunfo nestas autárquicas, já não poderão recandidatar-se à presidência da mesma câmara em 2025. A saber: Nuno Canta, Álvaro Amaro, Rui Garcia, Joaquim Santos, Vítor Proença, António Figueira Mendes, Álvaro Beijinha e Nuno Mascarenhas.

No distrito, as eleições deste ano têm, já à partida, quatro municípios debaixo dos holofotes. Setúbal, na medida em que os três principais partidos renovam os cabeças-de-lista (onde se inclui a saída de Dores Meira); Almada, por um dos duelos mais aguardados entre duas mulheres (Inês de Medeiros, que destronou a CDU do poder há quatro anos, terá como opositora a imbatível presidente do município setubalense, a comunista Dores Meira); Barreiro, onde a CDU retoma a aposta no antigo presidente Carlos Humberto para tentar recuperar a Câmara arrebatada em 2017 pelo socialista Frederico Rosa; e Alcochete, onde a CDU faz aposta idêntica com o regresso do também antigo presidente Luís Franco, na perspectiva de reconquistar a autarquia ganha pelo PS, com Fernando Pinto ao leme, no último mandato e onde, ainda, Vasco Pinto (único vereador com pelouros que o CDS-PP tem no distrito) pode voltar a constituir-se como fiel da balança.

Nota também para o facto de, até ao momento, estarem praticamente garantidas coligações do PSD com o CDS-PP em seis concelhos – menos uma (Alcochete) do que em 2017 – e para a confirmação de que o Chega irá apresentar candidaturas às 13 câmaras da região, conforme já garantiu o líder da distrital de Setúbal do partido, Luís Maurício, a O SETUBALENSE.

Há quatro anos, a CDU manteve-se como primeira força política no Distrito de Setúbal, mas perdeu três câmaras – Alcochete, Almada (que saiu das mãos do PCP pela primeira vez) e Barreiro – para o PS (três conquistas com maioria relativa). Além disso, a CDU passou de maiorias absolutas para relativas em Moita, Palmela e Seixal e, em sentido inverso, recuperou em Grândola a maioria absoluta. Já o PS passou de maioria relativa para absoluta no Montijo. A CDU detém o poder em oito municípios e o PS nos restantes cinco.

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