11 Maio 2021, Terça-feira
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União dos Sindicatos reúne dezenas de pessoas no Largo da Misericórdia em “defesa dos direitos das mulheres”

Secretária-geral da CGTP salientou que continuam a existir situações de enormíssima desigualdade

 

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Com partida da Praça de Bocage, a União dos Sindicatos de Setúbal/CGTP-IN organizou na tarde de ontem um cordão humano com destino ao Largo da Misericórdia “em defesa dos direitos das mulheres”, iniciativa que contou com a participação de dezenas de cidadãos e com a intervenção de Isabel Camarinha, secretária-geral da estrutura sindical.

Sob o olhar atento dos participantes, depois de oferecido um postal e um cravo, a sindicalista começou por saudar “todas as mulheres do País que lutam por melhores condições de trabalho”, salientando “as mulheres trabalhadoras do Distrito de Setúbal, que desde sempre têm dado um grande contributo para a luta geral dos trabalhadores”.

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Na mesma semana em que se assinalou o Dia Internacional da Mulher, Isabel Camarinha reconheceu que a “grande prioridade tem mesmo de ser o aumento dos salários e a regularização dos horários que permitam a efectiva conciliação da vida pessoal com a profissional”. “Esta semana de luta é uma semana que nós lutamos pela igualdade e afirmamos esta efectiva necessidade no trabalho e na vida. Dizemos também que esta é uma luta de todos os dias”, afirmou.

Segundo a secretária-geral da CGTP, “apesar de muitos avanços que têm havido na luta pela igualdade e na luta dos trabalhadores por melhores condições de vida e de trabalho, a verdade é que continuam a existir situações de enormíssima desigualdade e continuam a ser as mulheres, nomeadamente as mulheres jovens, quem mais sofre as consequências”.

Também Luís Leitão, coordenador da União de Sindicatos de Setúbal, mantém esta opinião, tendo sublinhado no encontro que existem actualmente “59 mil e 698 trabalhadoras com vínculos precários, sendo que a esmagadora maioria deveria de ter vínculo de trabalho efectivo, pois estão a ocupar um posto de trabalho permanente”.

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Como exemplo deu “as IPSS e as misericórdias”, locais onde existe a “necessidade de mais contratação para que as trabalhadoras não efectuem jornadas de trabalho que vão até 12h00 ou mais horas e que, muitas vezes, não são pagas”. Estes dados surgiram depois de visitados “mais de cem locais de trabalho”, iniciativa que “irá permitir contactar mais de 80 mil trabalhadores”.

No local intervieram, igualmente, Regime Marques, em representação do Movimento Democrático de Mulheres (MDM), Fernando Pais, do Sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), Judite Dias, em nome da função pública e Lúcia Silva, do Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI). Também Ana Cruz, Vera Sanches, do sector de hotelaria e restauração, e Esmeralda Marques, do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul (SITE) “denunciaram incumprimentos sobre os direitos de igualdade nos locais de trabalho”.

 

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