16 Abril 2021, Sexta-feira
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Direcção do Vitória informa que as receitas só dão para 11% das despesas

A direcção do Vitória Futebol Clube reiterou ontem em comunicado que, logo que as autoridades de saúde o permitam, irá convocar uma Assembleia-geral com o objectivo de prestar esclarecimentos aos seus associados. No mesmo texto, a direcção presidida por Carlos Silva desde 28 de Dezembro deixou a garantia de que tudo fará para responsabilizar as pessoas que contribuíram para a grave situação que o clube vive.

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“Estamos a trabalhar na responsabilização de quem usou o Vitória para seu proveito e criou esta situação crítica, sendo que a real situação será apresentada aos sócios em Assembleia-Geral (e não através das redes sociais), o local próprio onde serão respondidas todas as questões, bem como decididas todas as consequências para os mesmos”, lê-se no comunicado emitido. O documento foi elaborado também como reacção a algumas informações que começaram na segunda-feira a circular nas redes sociais.

“Tomámos conhecimento, com regularidade, de apreciações que nos são feitas, normalmente por sócios com intuitos participativos, construtivos e colaborantes; tomámos, ontem, conhecimento de comentários de um arguido num processo de destruição de património físico e imaterial do Clube e SAD que nos obrigam a um esclarecimento aos sócios”, referem numa clara alusão ao ex-presidente Paulo Rodrigues.

Entre os esclarecimentos prestados, a direcção refuta a ideia de que terá reunido funcionários do clube com o objectivo de os despedir. “A direcção do Vitória não tentou despedir ninguém – apesar de que, nesta fase, as despesas são cobertas pelas receitas apenas em 11% – mas, sim, enquadrar os funcionários num regime de suspensão de contratos onde a antiguidade permanece e as entidades oficiais suportariam o vencimento dos funcionários”. Em relação aos lotes de terrenos cedidos pela autarquia setubalense ao clube, em Praias-do Sado, o comunicado diz o seguinte: “O Vitória, como é público, recebeu, no ano de 2020, 65 lotes de terreno da Câmara Municipal de Setúbal, seu parceiro, doados com o objectivo de ajuda financeira indireta da CMS ao VFC.

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A direcção do VFC recebeu, até à data, uma única intenção de compra por valores que claramente prejudicariam o clube, tendo sido, por isso, recusada. Caso exista algo de concreto, os sócios serão informados”. O emblema sadino dá também conta do ponto da situação sobre possíveis investidores. “A direcção do Vitória recebeu, até hoje, em 67 dias de exercício, alguns potenciais investidores interessados na SAD, mas apenas para um primeiro contacto exploratório, sendo um processo que, devido ao contexto actual de pandemia e falta de informação rigorosa sobre a situação da mesma, se torna complexo e demorado”.

Entre as informações que afirmam ser falsas, os dirigentes afirmam que “a direcção do VFC não recebeu 100 mil euros de ninguém, relativos a terrenos ou qualquer outra verba relativa a qualquer outra venda, conforme foi alegado em praça pública, mas sim valores superiores aportados pelos próprios directores, através de acordos sem datas de reembolso nem qualquer encargo adicional”.

Salvar o Vitória sem ter interesses pessoais

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E acrescentam que “a direcção do VFC é constituída por vitorianos, que, imbuídos de um espírito de dedicação e devoção ao VFC resultante de décadas de associativismo, lhes transmite a força necessária para enfrentar as adversidades, ilegalidades e atropelos, sistemáticos, diários, com que é confrontada” e que tenciona pôr os sócios ao corrente, tal como se comprometeu aquando da sua eleição, em AG, adiantando que “aguarda instruções da DGS (Direcção-Geral da Saúde) para a autorização do acto”.

O órgão social presidido por Carlos Silva afirma que “tem vindo a pautar a sua actuação dentro de parâmetros pré-estabelecidos no seu programa, nomeadamente da pacificação da massa associativa, do êxito desportivo, do apuramento das responsabilidades do Clube e SAD, do reatamento do relacionamento com Parceiros e Entidades Oficiais e Públicas, da procura de uma solução accionista credível para a SAD, que garanta o seu futuro, de forma a não comprometer a sobrevivência do clube”.

A finalizar, o comunicado deixa uma garantia. “Todos os membros desta direcção reafirmam a sua imediata disponibilidade para voltar às bancadas se os sócios ou alguém trouxer um investidor, credível, que assuma e garanta o nosso futuro, pois o nosso espírito é de salvar o Vitória sem interesses pessoais, na mais difícil situação da nossa história, em que todos são convocados a ajudar e a colaborar”, refere, sublinhando: “Com todos unidos – direcção, sócios, atletas, treinadores e demais adeptos – vamos lutar para voltar ao lugar que é nosso por direito no desporto português”.

 

Ricardo Lopes
Jornalista
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