24 Outubro 2021, Domingo
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Lídia Sequeira deixa Portos de Setúbal e Sesimbra com sentido de missão cumprida

O seu pulso marcou o ritmo do desenvolvimento dos portos do distrito. Contestada por vezes, mas firme nas decisões

 

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A presidente da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS), assim como do Porto de Lisboa, Lídia Sequeira, deixou a liderança destas infra-estruturas portuárias a 28 de Fevereiro, decisão que terá tomado por motivos pessoais.

Tida como um braço forte nesta área da gestão pública, já tinha terminado o seu mandato, estando até agora em comissão de serviço, a qual foi prolongada, em princípio, para que continuasse a gerir obras estruturantes da APSS como o projecto de “Melhoria dos Acessos Marítimos ao Porto de Setúbal”.

O comando da APSS deverá ficar por agora entregue a José Garrido Castel-Branco, que exerce funções como vogal, e assume as funções da presidente até decisão do Governo. Ao seu lado vão continuar os vogais Ricardo Medeiros, Ricardo de Sousa Roque e Carlos Alberto Correia.

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Lídia Sequeira presidia a APSS desde Maio de 2016, tendo sido nomeada por Ana Paula Vitorino, então ministra do Mar, na altura em que foi instituído um modelo de administração comum para os portos de Setúbal e Lisboa. Antes, a economista de formação, já tinha dirigido o Porto de Sines, entre 2005 e 2013, período coincidente com o desenvolvimento do Terminal XXI.

A sua liderança marcou o aumento da competitividade do Porto de Setúbal, sendo relevante o projecto de alargamento do canal de acesso portuário para permitir a operação de navios de grande porte, obra considerada como determinante para alavancar a economia regional e nacional.

A gestão de Lídia Sequeira fica anda ligada ao avanço da Janela Única Logística, uma plataforma digital para apoio à operação marítima portuária e ao sistema VTS (Vessel Traffic System – Controlo do Tráfego Marítimo), que veio introduzir melhorias tecnológicas no auxílio à navegação dentro do sistema portuário.

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Também o Porto de Sesimbra teve a sua marca, caso da construção da ponte-cais 4, para melhorar o ordenamento deste porto, obra ainda em curso.

A nível de intervenção terrestre, nos acessos ao Porto de Setúbal, Lídia Sequeira, num balanço sobre o trabalho realizado em 2020, apontava o empenho para com o projecto associado às descarbonização e transporte ferroviário. Dizia então que a administração já tinha “a autorização da Agência Portuguesa do Ambiente para avançar”, sendo que “o projecto está praticamente concluído entre nós e a Infraestruturas de Portugal”. Este “será o grande projecto de realização do futuro e mudará a face do Porto de Setúbal e a sua operacionalidade”. Na calha, “está também a alimentação eléctrica dos terminais portuários”. Mais um “projecto de futuro, a par de outros que se lhe seguirão”, comentava.

Com Francisco Alves Rito

 

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