16 Abril 2021, Sexta-feira
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Taça furtada por ex-director desportivo regressa ao Bonfim um ano depois

Rodolfo Vaz foi constituído arguido e sujeito à medida de coação de Termo de Identidade e Residência

 

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Cerca de um ano depois de ter sido furtado do Estádio do Bonfim, o troféu ‘Ave Caesar Te Victor Salvete’, que foi entregue ao Vitória Futebol Clube em 1929 após a sua participação na Taça Internacional de Belo Horizonte, no Brasil, regressou ontem a casa. A recuperação foi feita pela Polícia de Segurança Pública (PSP) de Torres Vedras, que constituiu o ex-director desportivo Rodolfo Vaz como arguido sujeito à medida de coação de Termo de Identidade e Residência.

Depois de se ter deslocado ao início da tarde de ontem àquela localidade da região Oeste, o presidente da direcção do Vitória, acompanhado pelo vice-presidente do clube e presidente da Mesa da Assembleia-Geral da SAD, José Correia de Almeida, regressaram ao estádio do Bonfim com o troféu em bronze e com figuras equestres que se encontrava na posse do clube há mais de 90 anos.

“A direcção do Vitória informa os sócios e todos os amigos vitorianos que o troféu furtado do interior do estádio por Rodolfo Vaz [antigo director desportivo], foi recuperado pela PSP de Torres Vedras”, disse à Lusa José Correia de Almeida que adiantou que o artigo se encontrava numa quinta próxima da casa do antigo diretor desportivo do clube, “apresenta vários danos, que serão objecto de pedido de indemnização cível”.

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Na queixa-crime apresentada pelo Vitória contra o ex-director desportivo e desconhecidos, a que a Lusa teve acesso, o clube sadino sustenta que, “em data não concretamente apurada”, mas que se situa entre o início de Fevereiro e o início de Março de 2020, “o denunciado [Rodolfo Vaz] retirou e levou consigo, fazendo seu” o troféu das instalações do clube, “sem que tivesse sido autorizado para tal, contra a vontade do Vitória”.

Carlos Silva, presidente do clube, com a taça que regressou ontem à tarde ao Estádio do Bonfim

Segundo a queixa-crime apresentada pelo Vitória, que se vai constituir como assistente no processo, junto do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Setúbal, “tal objecto possuía valor monetário não concretamente apurado, mas nunca inferior” a 5.100 euros, estimando o Vitória que, “sendo uma obra original do escultor, o seu valor rondará” os 75 mil euros, havendo no entanto quem defenda que o valor da escultura estará acima dos 100 mi euros.

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Rodolfo Vaz, de 43 anos, chegou ao Vitória em 2018/19 e esteve em funções no Bonfim também na época seguinte. Na queixa-crime apresentada contra o antigo director desportivo, o Vitória defende que “com a sua actuação, o denunciado integrou no seu património coisa alheia, actuando com intenção ilegítima de se locupletar com objecto que bem sabia pertencer ao queixoso, contra a vontade deste, o que resultou num empobrecimento do real proprietário no montante de, pelo menos, 5.100 euros, com o correspondente igual enriquecimento por banda do denunciado, consumando-se o crime com a entrada da coisa na sua esfera patrimonial”.

O troféu em causa foi entregue em 1929 ao Vitória, durante um torneio realizado no Brasil, no qual o clube “foi agraciado com uma estatueta de bronze (…) com figuras equestres, onde constava a inscrição em latim ‘Ave Caeser te Victor Salvet’, galardão que constitui parte do acervo do antiga Sala de Troféus Josué Monteiro, onde estavam em lugar de destaque ao lado das Taças de Portugal, e que se encontrava em exposição na sala de refeições/bar que serve a equipa de futebol profissional”, lê-se na queixa-crime.

A Taça Internacional de Belo Horizonte jogou-se a 1 de Setembro de 1929 naquele que foi o primeiro encontro internacional realizado no Estádio de Lourdes, em Belo Horizonte, recinto que foi a casa do Atlético Mineiro, que venceu os setubalenses, por 3-1, entre 1929 e 1968. O convite do Vitória para jogar no Brasil deveu-se ao facto de a década de 20 ter sido um período de êxitos no clube, que tinha sido campeão de Lisboa em 1923/24 e 1926/27 e de campeão de Setúbal em 1927/28 e 1928/29.

Duelo com Lus. Évora joga-se sábado no Bonfim

A contar para a 18.ª jornada da série H do Campeonato de Portugal, o Vitória defronta sábado, pelas 15 horas, no Estádio do Bonfim, o Lusitano de Évora. Os sadinos chegam ao encontro com os alentejanos moralizados pela goleada, por 4-1, aplicada na ronda anterior no reduto do vizinho Pinhalnovense. Após o empate (2-2) cedido frente ao Olhanense no último jogo disputado em Setúbal, os vitorianos estão determinados a reencontrar-se com os êxitos em casa.

Refira-se que no estádio do Bonfim, os comandados de Alexandre Santana somam quatro triunfos (2-1 ao Pinhalnovense, 4-0 ao Juventude de Évora, 2-1 ao Moura e 1-0 ao Moncarapachense) e três empates (1-1 com o Esperança de Lagos e 2-2 com o Louletano e Olhanense). O duelo de sábado marca o reencontro com o Lusitano de Évora, conjunto que os verdes e brancos tinham vencido, por 2-1, na sétima jornada da competição, com dois golos de Zequinha.

Ricardo Lopes
Jornalista
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