8 Maio 2021, Sábado
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Entrada demolidora no segundo tempo leva Vitória à goleada em Pinhal Novo

Bruno Ventura, Kamo Kamo, Semedo e Zequinha marcaram para os sadinos.

 

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Uma segunda parte de luxo permitiu ontem ao Vitória Futebol Clube golear, por 4-1, o vizinho Pinhalnovense, em partida da 17.ª jornada da série H do Campeonato de Portugal, realizado no campo Santos Jorge. Depois de uma primeira parte equilibrada, como demonstra o 1-1 verificado ao intervalo, uma entrada categórica no segundo tempo permitiu aos sadinos marcarem três golos em menos de 15 minutos.

Depois de Pedro Paz ter adiantado o conjunto do Pinhal Novo no marcador de grande penalidade, aos 29 minutos, o Vitória marcou o golo que iniciou a reviravolta no marcador, aos 35 minutos, por intermédio de Bruno Ventura. No segundo tempo, os anfitriões viram Kamo Kamo (47 minutos), Semedo (51) e Zequinha (59), marcadores dos golos que reflectem do domínio avassalador exercido pelo Vitória após o reatamento.

Com o resultado de ontem, os comandados de Alexandre Santana, que mantêm-se 100 por cento vitoriosos nas partidas realizadas fora do Estádio do Bonfim, somam agora 42 pontos na liderança da competição, com mais 12 pontos que o segundo classificado Amora, que tem menos quatro jogos. Já o Pinhalnovense, que tinha na quarta-feira vencido o Moura, por 2-1, segue na oitava posição com 15 pontos.

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Após o apito inicial do árbitro Ricardo Diogo, da Associação de Futebol de Beja, os setubalenses procuraram assumir as rédeas do jogo num campo em que sentiram algumas dificuldades de adaptação ao sintético. Aos 11 minutos, o defesa João Serrão, após livre de Nuno Pinto, cabeceou para defesa fácil de Francisco Pardana, guarda-redes que viu no lance imediato Zequinha rematar ao lado da sua baliza.

Já depois de os vitorianos terem reclamado, aos 24 minutos, uma pretensa falta no interior da área sobre Kamo Kamo, que o juiz de Beja não sancionou, o Pinhalnovense viria, volvidos quatro minutos, a considerar que João Valido derribou Simo Mbhele. Indiferente aos protestos dos sadinos sobre a decisão, Pedro Paz encarregou-se da marcação do penálti que colocou os azuis e brancos a vencer por 1-0.

Depois de uma fase em que os nervos estiveram mais à flor da pele no encontro – aos 31 e 32 minutos André Sousa e Semedo foram advertidos com o cartão amarelo –, o Vitória repôs a igualdade através de Bruno Ventura, aos 35 minutos. O jovem médio, que soma agora oito golos na competição, finalizou de forma eficaz um lance no flanco direito protagonizado por Gonçalo Batista.

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Aos 37, os sadinos voltaram a reclamar novo penálti num lance em que ficou a ideia de que Kamo Kamo terá sido travado em falta no interior da área por um defesa adversário. Antes do intervalo, os verdes e brancos criaram três lances de perigo, todos de bola parada protagonizados por Nuno Pinto. Em dois deles, aos 41 e 45+1, o lateral quase conseguiu marcar em cantos directos em que valeu ao Pinhalnovense a atenção de Francisco Pardana, que aos 42, já tinha defendido um livre de Nuno Pinto e a recarga de Semedo.

Três golos em 12 minutos

O intervalo teve efeitos positivos na equipa setubalense que, logo aos 47 minutos, conseguiu passar para a frente do marcador num lance que nasceu em Nuno Pinto. O defesa fez um cruzamento-remate que o guardião não segurou. Na sequência do lance, a bola sobrou para Kamo Kamo que, depois de um primeiro remate de André Sousa, finalizou com êxito, colocando o resultado em 2-1 para os sadinos.

Se por um lado o Pinhalnovense ressentiu-se do golo, o Vitória ganhou novo ânimo e tomou de assalto a baliza contrária. Mais uma vez após assistência de Nuno Pinto, que cobrou um canto na direita, o capitão Semedo, que regressou ao onze depois de cumprir castigo na jornada anterior, surgiu de rompante ao primeiro poste a cabecear sem hipóteses de reacção tanto para os defesas como para o guarda-redes Francisco Pardana.
Empolgados pelo 3-1, que, como admitiu no final do jogo o treinador Ricardo Estrelado “matou” a sua equipa, o Vitória tornou-se ainda mais dominante. Numa fase em que só dava Vitória, o 4-1 chegou com naturalidade, aos 59 minutos, por Zequinha que, aos 34 anos, continua a revelar uma tremenda apetência pelo golo como demonstra o lance em que também participaram Kamo Kamo e Bruno Ventura.

Nos 30 minutos que se jogaram até ao final, o Vitória dispôs de meia-dúzia de excelentes ocasiões para construir um resultado ainda mais dilatado. O desacerto de Mendy, que falhou oportunidades flagrantes aos 68, 69, 75 e 88 minutos, a falta de pontaria de Zequinha num remate colocado aos 72 que passou muito perto do ferro, e um remate acrobático de Bruno Ventura, aos 90+4, impediram os comandados de Alexandre Santana de voltar a marcar.

Já o Pinhalnovense, numa fase em que cada uma das equipas já tinha efectuado cinco alterações, conseguiu entre os 89 e 90+2 minutos, criar mais perigo junto da baliza de João Valido do que até aí. João Bandeira, de livre, Rodrigo Coutinho, num remate ao lado do poste, e Pedro Paz, num remate forte que proporcionou a defesa do jogo ao guardião dos sadinos, ficaram perto de encurtar a distância no marcador, que terminou com 4-1 favorável ao conjunto que viajou de Setúbal até ao Pinhal Novo.

Ricardo Lopes
Jornalista
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