10 Maio 2021, Segunda-feira
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Jerónimo diz ser necessário “testar, rastrear e vacinar” para pôr termo a “confinamento agressivo”

Secretário-geral do PCP considera as medidas fundamentais para se “atingir até ao fim do Verão a imunidade de grupo necessária”

 

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O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa, defendeu hoje em Setúbal, junto ao Hospital de São Bernardo, que considera ser “fundamental testar, garantir os rastreios e vacinar rapidamente a população”, de forma a pôr termo ao que considera ser “um confinamento agressivo” devido à covid-19.

As três medidas, segundo salientou o líder comunista na concentração que decorreu na cidade sadina em defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS), apesar de não poderem “ser tomadas independentemente umas das outras”, o que “exige uma grande capacidade de organização e direcção dos serviços”, são vistas como fundamentais para se “atingir até ao fim do Verão a imunidade de grupo necessária”.

“A verdade é que o confinamento agressivo, como tem vindo a ser implementado, não só não resolve os problemas sanitários, como coloca o País num inevitável pára/arranca e cria outros problemas com consequências no futuro de Portugal e dos portugueses”, frisou, enquanto discursava para dezenas de pessoas.

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No que diz respeito “à falta de cumprimento no fornecimento de vacinas”, Jerónimo de Sousa refere ser necessário proceder-se à “aquisição de outras vacinas já autorizadas pela Organização Mundial de Saúde e outros países, ultrapassando resistências políticas”.

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Para o dirigente do PCP, é imperativo o País “não ficar refém das decisões da Comissão Europeia, comprometida que está com os grandes grupos farmacêuticos, que olham para a produção das vacinas como um grande negócio e não como um bem público”, dando como exemplo o caso da AstraZenecca, que “apresentou recentemente os lucros de 2020, superiores a 159% face a 2019”.

Assegurando que a resposta aos problemas de saúde dos portugueses se encontra no sector público e não nos privados, o líder comunista apelou, igualmente, à concretização, por parte do Governo, “de medidas inscritas no Orçamento do Estado, nomeadamente as propostas apresentadas pelo PCP, que apontam a contratação de milhares de profissionais em falta, o aumento da capacidade de internamento do SNS, particularmente na área dos Cuidados Intensivos, e a contratação de mais dois mil profissionais para os cuidados de saúde primários”.

Estas medidas, explicou, “são decisivas para a resposta não só à covid-19, mas para a urgente recuperação dos atrasos e regresso à normalidade da actividade do SNS”. “Não há SNS sem os profissionais necessários e na dimensão adequada. Assegurar a existência de um número de profissionais que permita satisfazer as necessidades da população é um objectivo urgente e prioritário. É verdade que o SNS tem demonstrado dificuldades, que resultam da necessidade de se concentrar meios humanos e técnicos no combate à covid-19”, disse.

O plano social foi também referido por Jerónimo de Sousa, que defendeu ser “urgente adoptar as decisões que a situação impõe”. “O PCP tem-se debatido para que os apoios às famílias que têm filhos a cargo sejam pagos a 100% e não a 66% [referindo-se aos salários] e que sejam alargados a famílias com filhos até aos 16 anos”, afirmou.

Entre a população presente estiveram Ricardo Oliveira e Pedro Pina, vereadores da Câmara Municipal de Setúbal, José Belchior, presidente da Junta de Freguesia de Gâmbia, Pontes e Alto da Guerra, Nuno Costa, presidente da Junta de Freguesia de São Sebastião, e Rui Canas, presidente da União das Freguesias de Setúbal.
Depois de estar na cidade sadina, Jerónimo de Sousa seguiu às 11h00 para o Barreiro, indo ainda discursar hoje, pelas 17h00, no concelho almadense.

Com GR // JPS // Lusa

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