28 Novembro 2022, Segunda-feira
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População sai à rua contra aterro ilegal no Zambujal

Manifestação “por um ar saudável” foi convocada para o próximo domingo, com marcha lenta desde a vila até ao aterro

Depois de cerca de um ano e meio da luta contra o aterro ilegal que opera na localidade de Zambujal de Cima, a população vai juntar-se para uma manifestação para alertar para a situação e pedir a intervenção das autoridades competentes.

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A concentração acontece no próximo domingo, dia 29, e começa com uma marcha lenta desde o estacionamento junto ao Estádio Vila Amália, na vila, até junto do aterro situado ao lado da praia do Ribeiro de Cavalo. Esta é a forma de protesto encontrada pelos organizadores que permite respeitar as medidas de minimização de riscos da propagação de Covid-19, com as pessoas no interior das suas viaturas. À chegada ao destino, haverá espaço para uma manifestação com respeito pela distância de segurança recomendada pela DGS.

Esta situação surge na sequência de autarquia ter enviado uma notificação à Comissão de Coordenação Regional de Lisboa e Vale do Tejo na qual afirma que considera “inadmissível que, apesar de ter havido uma revogação de licença, continuem a ser depositados e queimados resíduos sem que haja qualquer intervenção das entidades competentes”. Na mesma, o presidente Francisco Jesus já tinha alertado para a revolta dos cidadãos, o que se veio agora a confirmar: “Face ao avolumar exponencial da revolta dos cidadãos sobre o tema, será de antever que teremos em breve várias ações populares, as quais pela ausência de respostas e de informação, nos parecem de maior justiça.”

Este problema arrasta-se desde o verão de 2019, altura em que um incêndio no aterro levou ao surgimento de um cheiro que motivou protesto dos moradores daquela zona. Na sequência, a autarquia veio a descobrir que as instalações estavam a operar de forma ilegal desde junho mas, apesar das várias reclamações e denúncias feitas às entidades responsáveis, o aterro não foi encerrado.

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APA não reconhece risco para saúde

De acordo com Francisco Jesus, presidente da autarquia, uma análise ao ar da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) não encontrou riscos para a saúde pública na freguesia do Castelo, onde está situado o aterro.

“A análise indica que nos últimos 365 dias na freguesia do Castelo, com os medidores que têm e que não estão na freguesia do Castelo, só houve um dia no ano em que a qualidade do ar esteve “razoável” e nos restantes esteve no nível “bom”. São medidores que fazem a medição à escala da freguesia”, sublinhou o edil na última reunião do executivo municipal, acrescentando que a autarquia pondera recorrer a terceiros para garantir que não riscos para a população local: “Estamos a pensar em fazer uma análise à qualidade do ar junto ao aterro, com um laboratório certificado.”

“Não houve em nenhum dos relatórios qualquer informação ou relato de que exista risco de saúde pública. Existe é um conjunto de inspeções que ocorreram, grande parte, ainda antes do incêndio de agosto 2019, e que levaram à revogação da licença. Estas inspeções detectaram a presença de resíduos depositados fora do espectro dos resíduos licenciados”, explicou Francisco Jesus.

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