10 Dezembro 2022, Sábado
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Barreiro garante reabilitação do Moinho Grande com salvaguarda arquitectónica

Vereador Rui Braga destaca importância da requalificação para a população

 

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A Câmara do Barreiro garante que “todos os aspectos arquitectónicos serão salvaguardados” no âmbito da abertura do concurso público que tem como finalidade reabilitar o Moinho Grande, situado na zona ribeirinha de Alburrica. Após o presidente da autarquia, Frederico Rosa, ter manifestado que a intervenção significará “menos uma ruína” e uma “maior valorização” para o concelho, Rui Braga, vereador das Obras Municipais, defende agora que esta será também “uma requalificação importante na nossa cidade que visa a recuperação do nosso património moageiro”, e que permitirá dar a conhecer à população parte da sua história.

A intervenção prevista pelo município, de acordo com o projecto de execução de arquitectura, enquadra-se “em todos os parâmetros do instrumento de gestão urbanística em vigor” e inclui a recuperação das comportas de água e dos mecanismos originais daquele espaço patrimonial.

O projecto refere que está contemplada a autorização da “construção de estruturas de apoio à actividade cultural, recreativa e desportiva”. Em causa está a recuperação integral do moinho, com “tudo o que implica uma requalificação de um edifício ímpar e histórico”, que remonta a 1652 e que cessou a sua actividade no ano de 1892.

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A autarquia pretende promover, futuramente, a “visitação e utilização social do equipamento, melhorando a sua imagem a nível ambiental e estético, valorizando-o como símbolo cultural”, tendo por base as valências lúdica, turística, cultural e desportiva, dotando em simultâneo aquele espaço de “condições para acolher um percurso interpretativo” que permita realizar “uma viagem no tempo, para usufruto da população em geral”.

De acordo com informação disponibilizada pela câmara municipal, o projecto prevê a reedificação em alvenaria dos muros, a recuperação de comportas que permitam a troca de água entre a caldeira e o estuário, assim como a reconstrução das fundações, assentes sobre estacas de madeira originais.

Prevista está ainda a plantação, no âmbito do projecto paisagístico, de diversas espécies fluviais e marítimas. Nas margens das caldeiras serão também criadas plataformas, tais como pontões e miradouros, que servirão de ponto “para mergulho e outras actividades de lazer pedonais e cicláveis”, acrescenta.

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