5 Dezembro 2021, Domingo
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Há festa na Moita. Câmara confirma programa sem concertos em palco e sem largadas de touros

Celebrações em Honra de Nossa Senhora da Viagem realizam-se de 13 a 17 de Setembro, sem concertos e largadas de touros. Os “simples” apontamentos musicais planeados vão ser feitos em carro alegórico, que percorrerá as ruas da vila. O presidente da Câmara da Moita destaca a diminuição de casos Covid-19, mas mantém alerta. “Se as regras não forem cumpridas as celebrações podem ser canceladas a qualquer momento”

 

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Na sequência do que foi deliberado no fim de Junho em sessão de Câmara, para as celebrações em Honra de Nossa Senhora da Boa Viagem com um formato diferente devido à pandemia, Rui Garcia, confirmou ontem, durante reunião pública, que o evento decorrerá de 13 a 17 de Setembro, sem espectáculos musicais em palco e “de forma simplicíssima”.

As Festas em Honra de Nossa Senhora da Boa Viagem, passam a ser chamadas de “celebrações”, com um formato diferente, totalmente adaptado à condicionantes de prevenção e contenção da Covid-19. O programa será “simplicíssimo”, segundo afirma o presidente da Câmara, “com espectáculos musicais a decorrer as ruas da cidade apenas em carro móvel”. Estão também suspensas as largadas de touros na Avenida Dr. Teófilo Braga.

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Para assinalar a época de fortes tradições na vila raiana, ao longo de cinco dias, o autarca reforça a ideia de que a programação será “reduzida” e garante que “não haverá alterações às condições nem ao horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais”.

 

Procissão em carro andor e fogo-de-artificio lançado a partir de local mistério

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A procissão em homenagem a Nossa Senhora da Boa Viagem, organizada pela paróquia da Moita, será adaptada a um modelo semelhante ao que já foi utilizado em outras ocasiões e concelhos, “com as imagens a serem transportadas em carro andor”, esclarece Rui Garcia.

O autarca também confirma que haverá fogo de artifício, “embora em menor quantidade”, estando confirmada a largada de morteiros de alvorada, assim como os de saudação à celebração religiosa. “No encerramento das festividades o local do lançamento do fogo-de-artificio não será divulgado, de modo a evitar concentração de pessoas”.

Ainda dentro das tradições vividas pela população “será esperado o engalanamento de janelas e decoração de montras”. As embarcações tradicionais também ocuparão o seu habitual lugar, engalanados no Cais Fluvial da Moita.

A actual gestão da Praça de Touros Daniel Nascimento já confirmou à Câmara Municipal da Moita que vai realizar três corridas, uma mista, uma a pé e outra a cavalo, no âmbito da tradicional Feira Taurina de Setembro.

 

Oposição alerta para medidas adequadas a celebrações

 

Durante a sessão pública de Câmara, o vereador Luís Nascimento (PSD) alertou para a necessidade de coordenar com a Paróquia da Moita os moldes em que irá decorrer a missa de domingo, “uma vez que é um dos pontos altos das celebrações religiosas em Honra de Nossa Senhora da Boa Viagem e une, todos os anos, centenas de fiéis”. Dentro das recomendações do autarca responsável pelo pelouro do Desenvolvimento Económico está também “a necessidade de garantir que os espectáculos musicais não incluam um reportório suscetível de levar o público a acompanhar o trio eléctrico, que vai percorrer as ruas da vila”, como numa parada.

Sobre os novos moldes das celebrações Luís Nascimento parabeniza a Câmara e a organização das festas pela “dedicação e empenho em manter uma das mais belas e antigas tradições da Moita, meso em tempos difíceis e com adaptações adequadas”.

Uma reflexão com a qual o vereador Carlos Albino (PS) discorda, acusando a CDU de estar a tomar uma decisão “complemente desfasada da realidade nacional”, recordando que “recentemente o Ministério da Saúde colocou o concelho da Moita na lista dos municípios com vigilância reforçada”.

Em resposta ao vereador socialista, Rui Garcia garante que, “desde o início ficou acordado que tudo poderia ser cancelado ou alterado a qualquer momento, se se verificassem incumprimentos por parte da população, surtos ou novas directrizes da Saúde”.

 

Concelho recupera de forma positiva, com decréscimo da Covid-19

 

Segundo o balanço realizado ontem por Rui Garcia, durante a sessão púbica de Câmara, desde que a pandemia começou a ter incidência em Portugal “a situação do concelho da Moita nunca foi, nem mesmo no período mais crítico, a mais grave e preocupante da Área Metropolitana de Lisboa [AML]” em termos de casos Covid-19.

“O concelho nunca teve uma situação de extrema gravidade. Aliás como é possível comprovar vendo as notícias e a actuação do Governo, dos ministérios e das autoridades de saúde dentro da AML”.  E, actualmente, o município atingiu “um nível de estabilidade”. Uma situação que se traduz na “redução bastante significativa de novos casos registados no concelho”.

No entanto, o autarca recorda que em Junho e Julho a AML teve “um aumento significativo de casos” e, mais recentemente, surgiram surtos em instituições dedicadas a cuidados geriátricos e apoio social sénior.

“Moita, Barreiro, Almada e Seixal entraram em situação de maior vigilância devido ao facto de situarem na coroa mais urbana da região e estarem sujeitos a maiores riscos. Essa situação preocupou as autarquias e as autoridades de saúde. Por isso surgiu o reforço de fiscalização e campanhas de sensibilização, assim como outras medidas de controle. Agora, a descida significativa dos números nestes concelhos reflecte os bons resultados dessas medidas”.

Ainda assim o autarca alerta. “Isto não pode significar um abrandamento das medidas de segurança. É preciso manter o alerta, na actividade económica e social. Com a grande preocupação que se mantém em relação aos lares”.

 

Regresso às aulas ainda com directrizes dispersas

 

Em avaliação constante está também o regresso às aulas. “Estamos a aproximar-nos do início do ano lectivo, que será desafio importante para o qual todos temos de contribuir”, assume o presidente da Câmara da Moita.

“Dos contactos com as direcções das escolas parece-nos que há ainda uma grande de incerteza sobre os processos a adoptar, com a ausência de directrizes mais firmes por parte da tutela”, acusa Rui Garcia, considerando esta matéria “fundamental” para o ensino e para que a economia local possa funcionar normalmente. “Afinal as pessoas precisam que os filhos frequentam as escolas para também poderem regressar ao exercício das suas profissões”.

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