19 Junho 2021, Sábado
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Trabalhadores da Lauak vão protestar contra despedimento colectivo

Na quinta-feira os trabalhadores vão pedir à administração a anulação do processo de despedimento colectivo e a inclusão de todos os trabalhadores da fábrica no regime de lay-off

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Os trabalhadores da fábrica da Lauak em Setúbal vão concentrar-se na quinta-feira junto à portaria da empresa para exigirem a anulação do processo de despedimento colectivo de 164 funcionários daquela unidade industrial, disse à agência Lusa fonte sindical.

“Os trabalhadores decidiram fazer uma concentração, que terá lugar pelas 14h30 de quinta-feira, para pedir à administração a anulação do processo de despedimento colectivo e a inclusão de todos os trabalhadores da fábrica no regime de lay-off, disse Esmeralda Marques, do SITESUL, Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul.

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“Numa reunião efectuada hoje de manhã, os trabalhadores também mandataram o sindicato para solicitar a intervenção do Secretário de Estado da Economia e Internacionalização, uma vez que o despedimento de 164 trabalhadores terá um impacto muito significativo na região de Setúbal”, acrescentou a sindicalista.

A Lauak, uma multinacional da indústria aeronáutica, tem em curso um processo de despedimento colectivo de um total de 164 dos 531 trabalhadores da fábrica de Setúbal, face à falta de encomendas dos principais clientes, Airbus e Boeing, devido à pandemia de covid-19. Inicialmente o processo de despedimento colectivo abrangia 197 trabalhadores, mas esse número foi reduzido para 164 trabalhadores.

Segundo Esmeralda Marques, os trabalhadores da filial de Setúbal da Lauak lembram que a empresa tem recebido apoios financeiros significativos no âmbito do programa Portugal2020, facto que, só por si, na opinião dos trabalhadores e da sindicalista, deveria justificar outra postura da administração da empresa em relação aos funcionários.

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Ainda de acordo com a representante do SITESUL, inicialmente, a Lauak “comunicou que não iria recorrer ao `lay-off´, porque isso representava uma perda de rendimento para os trabalhadores, mas depois fez algo bem pior para os trabalhadores, ao avançar com o processo de despedimento coletivo”.

A administração da Lauak não presta declarações sobre o processo de despedimento colectivo.

Lusa

 

 

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