23 Maio 2022, Segunda-feira
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Instituições do concelho unem esforços para alojar família sem casa

Caso está a ser apoiado por voluntários e instituições de solidariedade social de Setúbal

 

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Jaime Couto, Cesarina Couto e o filho estão abrigados no Hotel Bocage desde o fim de Maio. A família esperava encontrar apoio para arrendar uma casa antes que o dia de sair chegasse, mas o gerente do hotel dá o dia de hoje como prazo final e a solução ainda não está firmada. O Centro Distrital da Segurança Social de Setúbal está numa corrida contra o tempo para encontrar soluções adequadas a esta família que, desde 2017, vive de pensão em pensão.

O apoio alimentar e vestuário tem chegado a partir da Associação de Socorros Mútuos Setubalense (ASMS), e antes estava a ser prestado pela Cáritas. Também o padre Constantino Alves, da paróquia de Nossa Senhora da Conceição disponibilizou alimentação e apoio para agilização documentos e contacto que a família necessitasse. E o abrigo ficou garantido porque o gerente do Hotel Bocage assumiu a estada da família “até as entidades com responsabilidade social resolverem a situação”, mas passaram duas semanas “e por mais que esteja disponível para ajudar, a família não poderá ficar mais tempo aqui, sem que haja uma resposta”, explica Vitor Henriques.

Prestes a terminar o prazo dado pelo hotel, a Segurança Social já está “a tratar de habitação para a família, tendo feito a proposta de apoiar financeiramente o arrendamento de uma habitação” segundo chegou ao conhecimento de O SETUBALENSE, através da Associação de Socorros Mútuos Setubalense. “No entanto a família recusou a proposta e pede uma habitação social, motivo pelo qual o centro distrital já está encaminhar o caso para a Câmara Municipal de Setúbal”.

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Apesar de a família ter alguns rendimentos para pagar a mensalidade de uma renda “não está a conseguir encontrar, por si, uma casa. Talvez neste um caso seja necessário além de apoio financeiro, também acompanhamento no quotidiano, por técnicos”.

Em declarações a O SETUBALENSE, Cesarina diz que já falou com uma assistente social, que garantiu que tudo iria ser resolvido e que em breve estaria a receber o RSI [Rendimento Social de Inserção]. Admitiu que a casa ia ser mais difícil, porque há muitos pedidos, por causa da pandemia, mas estavam também a tentar”, comenta.

Segundo Cesarina, o marido, Jaime, tem ido todos os dias à porta do edifício da Segurança Social “e o que lhe dizem é que estão em teletrabalho e que tem de aguardar”.

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O SETUBALENSE contactou o Centro Distrital da Segurança Social de Setúbal, mas até ao momento não obteve qualquer resposta.

 

PS e PSD exigem resposta social diferenciada para casos de emergência

 

Fernando Paulino, vereador socialista na Câmara de Setúbal, tem acompanhado o caso de Jaime e Cesarina e afirma que, “em primeira instância será sempre a Segurança Social a entidade responsável pelas respostas”. Apenas depois o caso é reencaminhado “para a Câmara, no caso de serem necessários outros meios, como a habitação social”. Meios que o PS reconhece, “não são fáceis de agilizar, porque a lista é grande e não há habitações disponíveis”. Motivo que leva o partido a sugerir a criação de gabinetes locais de resposta de emergência, “envolvendo juntas de freguesias, IPSS, Câmaras e Segurança Social”.

Também o PSD assume a necessidade de um plano diferente na resposta social, através de “um fundo e emergência social”, aponta o vereador social democrata Fernando Monteiro.

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