29 Junho 2022, Quarta-feira
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Hospital do Litoral Alentejano foi o mais afectado pela greve dos médicos

Entre 85 e 90% dos clínicos da unidade situada em Santiago do Cacém aderiram ao protesto. Só uma das três salas do bloco operatório esteve a funcionar e para cirurgias de urgência. Várias cirurgias e consultas foram adiadas, revelou o Sindicato Independente dos Médicos

Blocos operatórios fechados e cirurgias e consultas adiadas em hospitais e centros de saúde foram os efeitos da greve de ontem dos médicos no Alentejo. “Em termos gerais, temos uma média de adesão à greve entre 80 e 85%”, disse ontem à agência Lusa o secretário regional do Alentejo do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Armindo Sousa Ribeiro.

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Segundo o também médico, a adesão à greve nos hospitais e centros de saúde provocou sobretudo adiamento de consultas e cirurgias, situando-se “entre 85 e 90%” no litoral alentejano e no distrito de Portalegre, “cerca de 70%” no distrito de Beja e “entre 80 e 85%” no distrito de Évora.

No Hospital do Litoral Alentejano, situado em Santiago do Cacém, só uma das três salas do bloco operatório esteve a funcionar e para cirurgias de urgência, sendo que o serviço de consultas externas esteve “extremamente afectado” e, por isso, várias cirurgias e consultas foram adiadas, disse Armindo Sousa Ribeiro.

O mesmo cenário repetiu-se no hospital de Portalegre, onde apenas uma das três salas do bloco operatório esteve a funcionar e também para cirurgias de urgência e várias cirurgias e consultas foram adiadas, adiantou o sindicalista.

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No hospital de Évora, várias consultas externas e cirurgias foram adiadas e só uma das cinco salas do bloco operatório esteve em acção e também para cirurgias de urgência, adiantou à Lusa o delegado distrital de Évora do SIM, Vasco Neves.

Só no hospital de Beja é que a adesão à greve foi menos sentida – não terá ultrapassado “os 10%”, revelou a delegada distrital de Beja do SIM, Luísa Guerreiro. “Praticamente todos os serviços”, incluindo o bloco operatório, estiveram “a funcionar normalmente”, sendo que no serviço de consultas externas “só um médico fez greve”, confirmou a sindicalista.

A Lusa contactou os conselhos de administração do hospital de Évora e das unidades locais de saúde do Baixo Alentejo, do Norte Alentejano e do Litoral Alentejo, os quais, através de fontes oficiais, remeteram a prestação de dados sobre a adesão à greve para o Ministério da Saúde.

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Os médicos da região Sul e das Regiões Autónomas estiveram ontem em greve, num dia de paralisação regional, que já decorreu no norte e que antecede um dia de greve nacional, prevista para 8 de Novembro. Através da greve, que foi convocada pelo SIM e pela Federação Nacional dos Médicos, os clínicos reclamam a redução de 18 para 12 horas semanais dos turnos nos serviços de urgência e a diminuição dos utentes por médico de família de 1.900 para 1.500 pessoas.

DIÁRIO DA REGIÃO com Lusa

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