29 Novembro 2021, Segunda-feira
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Aprender e conviver não tem idade

Para Francisco Ramalho, transmitir e receber conhecimentos é um desafio. Expressões como idosos, velhos ou terceira idade são apenas pormenores

 

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Professor e aluno na UNICA – Universidade Intergeracional do Concelho de Almada, Francisco Ramalho comenta os pólos de ensino sénior como espaços de vasta aquisição de conhecimentos, e também de partilha de experiências e de convívio. Sobre os alunos, diz ser “uma população com experiência de vida, muito curiosa e interessada em discutir assuntos para saber ainda mais”.

Pelo seu lado, depois de uma vida profissional como bancário, sindicalista e ter exercido funções como autarca, hoje aos 72 anos, mantém-se também activo como colunista na imprensa regional, inclusive é um dos doze nomes referenciados no livro “Os leitores também escrevem”. É com esta experiência de vida que escolheu o tema “Portugal e o Mundo” para transmitir conhecimentos aos seus alunos.

“Exponho assuntos gerais da actualidade como a vida de instituições, questões relacionadas com a ecologia, sindicalismo ou até mesmo da relação da sociedade para com os animais”, isto num processo “dinâmico” em que “muitas vezes desafio os alunos para sugerirem temas e, depois, numa aula seguinte falamos sobre o mesmo”, conta.
Com alunos entre os 50 e os 80 anos, uns apenas com a antiga 4.ª Classe e outros com ensino superior, Francisco Ramalho refere-se a pessoas que a idade não lhes deu vontade de ficarem sentados no sofá. “São bastante activas, querem adquirir e partilhar conhecimentos. Querem continuar a aprender”.

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Aliás, sobre a melhor expressão para definir a população de idade mais avança, diz que “idosos, velhos ou terceira idade são apenas pormenores. Depende muito do conceito que cada um tem de si próprio”, e adapta a expressão do político e teórico russo Vladimir Lenine (1870 – 1924) ao momento; “Aprender, aprender, aprender, sempre”.

É nesta estrutura de viver que Francisco Ramalho fala de pessoas que “questionam tendo por base a experiência”, e ele mesmo também toma o lugar de aluno; este ano vai frequentar a Oficina de Escrita e Literatura, leccionada pelo escritor Jerónimo Jarmelo- pseudónimo de Jerónimo Pereira dos Santos.

“Por causa da pandemia, este ano não terei alunos, mas aproveito para continuar a adquirir conhecimentos. A literatura interessa-me bastante, e também não dispenso o convívio e troca de ideias”, diz.

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