Vão encerrar as urgências de obstetrícia do Barreiro e, parecendo que não, também as de Setúbal

Vão encerrar as urgências de obstetrícia do Barreiro e, parecendo que não, também as de Setúbal

Vão encerrar as urgências de obstetrícia do Barreiro e, parecendo que não, também as de Setúbal

27 Fevereiro 2026, Sexta-feira
Deputada do PS

Os anúncios da Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, sobre as urgências de obstetrícia afetam todo o Distrito e não só a Península de Setúbal.

As urgências de ginecologia e obstetrícia do Hospital do Barreiro vão encerrar. As de Setúbal vão receber quem o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) referenciar, ou seja, as portas também se fecham no modelo que conhecemos.

- PUB -

A nova realidade é para março, diz o Governo do PSD/CDS.  Ficamos a saber que sempre que existam dificuldades  no SNS – e nesta área existe – a opção  da Ministra e do Governo PSD/CDS é o encerramento.

A  Ministra da Saúde revelou incapacidade de resolver o que era verdadeiramente necessário e fê-lo quando atribuiu os encerramentos à dificuldade de recrutamento de médicos e não a uma eventual estratégia de eficácia do serviço público. Aliás, clarificou que vão encerrar todas as urgências do país  onde problema idêntico exista, o que faz prova do que referi.

Ficamos a saber que  doravante nada há a estranhar se encerrarem especialidades na oferta pública,  sempre que se verificarem dificuldades.

- PUB -

Para o Governo da AD a solução não é encontrar estratégias de recrutamento, não é flexibilizar modelos de gestão de recursos humanos no SNS para que possa haver melhores condições de concorrência com a oferta privada, é declarar incapacidade.

Das  três urgências de obstetrícia do distrito de Setúbal –  Almada, Barreiro e Setúbal – apenas o Hospital Garcia de Orta vai ter ‘porta aberta’.

Havemos de saber quantos profissionais desloca a Ministra, dos Hospitais do Barreiro e de Setúbal, que garantam urgências na ponta territorial norte do distrito, 24 horas por dia, todos os dias do ano! Aliás, os médicos neste processo deviam ter palavra.

- PUB -

As grávidas dos 4  concelhos do Litoral Alentejano do distrito – Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines – se não referenciadas pelo CODU, vão direitinhas, com percurso de mais de 100 KM, a Almada. Acresce que o Distrito, e em particular a Península de Setúbal, têm problemas no socorro de emergência pré hospitalar. É sabido que chegam a vir ambulâncias de ´cascos de rolha´ para prestar socorro na região, como os riscos que isso representa em reposta atempada. Portanto, aumentar distâncias só agrava.

Ninguém nega a existência de dificuldades, mas elas não se resolvem com decisões que só não ampliam o problema se diminuir a procura no serviço público e, se diminuir, é porque o receio e a  incerteza empurram grávidas para o privado, e, quem sabe … amplie as estatísticas das cesarianas…

Sejamos claros, à medida que a tutela da Saúde for fazendo prova de que o SNS não responde, vai angariando clientes para o  setor privado. Se não é isto que se quer, parece! Não tenho nada contra a  resposta privada na saúde, ela não pode é crescer por conta da delapidação do SNS.

 A Ministra não se digna receber os Presidentes de Câmara dos territórios envolvidos,  informou que o Diretor Executivo do SNS o fará. Para comunicar o quê, o que já se sabe? Chama-se desrespeito institucional.

O Distrito tem o direito de se  ´levantar´ perante este caso. Vão encerrar as urgências de obstetrícia do Barreiro e, parecendo que não, também as de Setúbal.

Partilhe esta notícia
- PUB -

Notícias Relacionadas

- PUB -
- PUB -

Apoie O SETUBALENSE e o Jornalismo rumo a um futuro mais sustentado

Assine o jornal ou compre conteúdos avulsos. Oferecemos os seus primeiros 3 euros para gastar!

Quer receber aviso de novas notícias? Sim Não