12 Junho 2024, Quarta-feira

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Situação insuportável na Transtejo e Soflusa

Situação insuportável na Transtejo e Soflusa

Situação insuportável na Transtejo e Soflusa

Ao cabo de anos a fio de promessas, anúncios, o serviço no transporte fluvial está cada vez pior. As carreiras suprimidas continuam a infernizar a vida das pessoas, os horários continuam a não ser cumpridos – e a “solução” encontrada pela administração foi pelos vistos reduzir (ainda mais) a oferta de transporte. Os utentes, as populações, os trabalhadores desesperam com um serviço que está a ser autenticamente sabotado pelas políticas do Governo.

Esta semana, o PCP realiza mais uma jornada de contacto com os utentes e trabalhadores da Transtejo e Soflusa. Esta quinta-feira, nos vários terminais fluviais da Margem Sul do Tejo, vamos denunciar a situação que está a tornar cada vez mais insuportável o quotidiano de milhares e milhares de pessoas. E vamos dar voz à luta de todos aqueles que exigem um investimento concreto e efetivo para o transporte fluvial, que de uma vez por todas lhe garanta a qualidade e fiabilidade que está a faltar.

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Já esta quarta-feira, o Ministro Duarte Cordeiro, responsável pela tutela da Transtejo e da Soflusa, comparece na Assembleia da República para dar explicações sobre a situação neste serviço. A iniciativa partiu do PCP, que imediatamente foi seguido por várias outras forças políticas (incluindo o partido do governo, que até reconheceu que «é fundamental que sejam apuradas as responsabilidades» pelo caricato episódio dos navios sem baterias!). Mas os problemas do transporte fluvial vão muito para além disso.

É aliás significativo que o anterior Ministro do Ambiente Matos Fernandes tenha na Comissão Parlamentar, o mês passado, revelado publicamente que foi o PCP quem o alertou, logo após entrar em funções como ministro, para o problema dos navios da Transtejo e para a necessidade urgente de investir na frota. O problema é que a forma como o Governo conduziu todo o processo foi mais que desastrada: foi desastrosa!

É preciso acabar com este escândalo da falta de condições operacionais no serviço, com a falta de navios em condições de navegar, com a falta de trabalhadores em todas as áreas da empresa. É preciso acabar com a injustiça e a desigualdade salarial que provocam a revolta e a indignação, quando os trabalhadores e os utentes são desrespeitados todos os dias.

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As pessoas que optam pelo transporte público (e as pessoas que não têm outra alternativa!) estão a ser confrontadas com um serviço em condições absolutamente inaceitáveis. A oferta de transporte nunca foi tão reduzida. As pessoas apresentam-se no terminal fluvial e o que veem, demasiadas vezes, é o cais vazio porque a carreira foi suprimida e o barco não vem – ou então a porta fechada porque já se atingiu a lotação esgotada, já não entra mais ninguém e os passageiros ficam literalmente a ver navios! É revoltante, é desesperante, e é preciso dizer Basta de conversa! Basta de boicotes ao serviço público, ao transporte público, à vida das pessoas!

O Governo não pode continuar a “empurrar com a barriga” e a pensar que distrai as populações com mais propaganda e desculpas de mau pagador. E tem de assumir a responsabilidade pelas consequências de uma política que está a destruir um serviço fundamental para as populações. A todos os utentes e trabalhadores da Transtejo e da Soflusa: podem continuar a contar com o PCP, na luta e na construção de uma mudança a sério para uma vida melhor.

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