13 Junho 2024, Quinta-feira

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Sem ajuda às vítimas e suspensão dos suspeitos, a Diocese de Setúbal não convence

Sem ajuda às vítimas e suspensão dos suspeitos, a Diocese de Setúbal não convence

Sem ajuda às vítimas e suspensão dos suspeitos, a Diocese de Setúbal não convence

Ao manter os padres suspeitos no activo, a diocese submete todos os sacerdotes da região a uma suspeita generalizada e permanente

 

 

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Na resposta da diocese de Setúbal às conclusões da investigação da comissão independente sobre os abusos de crianças na Igreja, entre vários outros, destacam-se dois erros principais; a falta de apoio efectivo às vítimas e a manutenção em funções dos padres suspeitos.

No muito que já se disse e escreveu, e sobretudo na reacção da Igreja, não tem tido a devida prevalência a preocupação com as vitimas. Os abusados têm de estar no centro da nossa atenção e serem o foco da actuação de todos os agentes.

O que a diocese de Setúbal deveria começar por fazer era contactar todas as vítimas identificadas ou identificáveis e oferecer ajuda, imediata e efectiva. É possível que muitas dessas vítimas já não precisem ou não queiram ajuda, mas a obrigação da Igreja é perguntar-lhes, porque algumas podem precisar e essa ajuda pode fazer a diferença.

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Com essa acção prática, a Diocese de Setúbal passava das meras palavras ao cumprimento da sua obrigação.

Em segundo lugar, a diocese de Setúbal devia suspender imediatamente todos os padres suspeitos de abuso sexual de crianças que estão referidos na lista de cinco nomes que lhe foi enviada e que ainda estejam sob sua jurisdição.

O afastamento, pelo menos até que tudo seja investigado e cabalmente esclarecido, é a única medida que protege todas as partes, incluindo a Igreja e os outros padres. Mantendo os sacerdotes suspeitos no activo, a diocese submete todos os padres da região de Setúbal a uma suspeita generalizada e permanente. Quem entra actualmente numa igreja da área da diocese de Setúbal, em qualquer uma, ao ver o padre, questiona-se se será um dos abusadores. A dúvida é legítima e imputável apenas à diocese que, ao manter os padres suspeitos em funções, estende o manto da suspeição sobre todos os seus sacerdotes.

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Sem adoptar estas duas medidas, de forma imediata e enérgica, bem pode o padre José Lobato, administrador da diocese, pregar. Dificilmente convence alguém.

 

Rui Nabeiro: Adeus ao maior alentejano do nosso tempo

Morreu Rui Nabeiro, ontem, aos 91 anos. O empresário de Campo Maior deixa uma marca incomparável na sociedade portuguesa. Com o seu exemplo, mostrou que a ambição e o lucro não precisam de esquecer o sentido humanista e as obrigações sociais. Rui Nabeiro foi, talvez, o alentejano mais proeminente do nosso tempo e nunca se esqueceu das suas origens. Entre o muito bem que fez em toda a parte e a muita gente, conta-se a doação de equipamentos a vários hospitais, incluindo na região, nomeadamente ao Garcia de Orta, precisamente pela noção que tinha de que a Península de Setúbal é também território de alentejanos.

O SETUBALENSE é testemunha da importância que o empresário dava às pequenas e médias empresas e ao apoio à economia regional. A Delta Cafés que historicamente tem presença em setúbal, com uma base logística, conta-se entre os anunciantes regulares do jornal.

À família enlutada, O SETUBALENSE endereça sentidas condolências.

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