Quem anda de comboio no Seixal sabe bem do que falamos

Quem anda de comboio no Seixal sabe bem do que falamos

Quem anda de comboio no Seixal sabe bem do que falamos

5 Março 2026, Quinta-feira
Eleito da CDU na Assembleia Municipal do Seixal e na Assembleia Intermunicipal da Península de Setúbal

Quem vive ou trabalha no concelho do Seixal e depende do comboio não precisa de relatórios nem de estatísticas complicadas para perceber que algo de errado não está certo. Basta tentar chegar a horas ao trabalho, à escola ou a uma consulta médica. Basta esperar na plataforma, muitas vezes sem informação clara, por um comboio que se atrasa, chega já cheio ou, simplesmente, não aparece.


O transporte ferroviário deveria ser uma solução fiável, confortável e acessível. Na prática, para milhares de utentes do Seixal, tornou-se uma fonte diária de stress, incerteza e perda de tempo. A situação deixou de ser pontual: é estrutural e prolongada.

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Atrasos sucessivos, supressões frequentes, sobrelotação e falta de condições mínimas de conforto fazem parte da rotina de quem utiliza os comboios da Fertagus, em infraestruturas cuja (ir)responsabilidade cabe à Infraestruturas de Portugal (IP). Avisos sonoros para desocupar escadas, alertar para constrangimentos da infraestrutura e sinalização e para não obstruir portas tornaram-se a banda sonora das manhãs, num serviço essencial que claramente não responde à procura real. Estarmos forçados a viajar até Coina ou Roma-Areeiro para conseguir entrar num comboio nas horas de ponta é mais uma demonstração da fragilidade da operação ferroviária na Ponte.


É difícil compreender como, numa área metropolitana tão povoada, o serviço ferroviário continua a ser tratado como secundário. Em vez de reforço sério da oferta, temos carruagens a abarrotar; em vez de pontualidade, atrasos “normalizados”; em vez de investimento, explicações vagas. Não se trata de cassete do PCP nem de queixas descabidas: são exigências básicas de quem paga e depende deste serviço, 8500 (eu incluído) dos quais signatários da petição pública a denunciar esta mesma situação.


A Fertagus não pode continuar a escudar-se em limitações operacionais. O contrato de concessão, prolongado até 2031 pelo Governo PSD/CDS de Luís Montenegro, tem servido de presente a um serviço que se deteriora ano após ano, ao ponto de o Presidente da Câmara Municipal do Seixal, Paulo Silva (CDU) – o único autarca da região a verificar esta situação – o ter classificado como “desumano”.

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Falo também como passageiro diário. Quem conhece bem a “lata de sardinhas”, sobretudo nas travessias da ponte em hora de ponta e o calor que se sente dentro das carruagens, sabe que temos um desastre à espera de acontecer. 26 anos de inação é demasiado tempo. O Grupo Barraqueiro (dono da Fertagus), que opera com material circulante público, comprou apenas duas carruagens desde 1999, que não estão sequer em circulação…

Não pode continuar a operar na fórmula “lucro privado, investimento público”!
Reveja-se o contrato, arranjem-se soluções com urgência. O que não se permite é que continue tudo na mesma.
Nesta luta, a população poderá contar, como sempre, contar com os autarcas da CDU.

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