Agravam-se as duas piores calamidades

Agravam-se as duas piores calamidades

Agravam-se as duas piores calamidades

, Ex-bancário, Corroios
8 Setembro 2026, Terça-feira
Ex-bancário, Corroios

Só neste mês de férias, agravaram-se as alterações climáticas e as guerras. As duas piores calamidades que fustigam e ameaçam a Humanidade.

As ondas de calor que atingiram a Europa, provocaram milhares de mortos. Sobretudo pessoas idosas e com doenças crónicas. Em Portugal, calcula-se seiscentos. E contribuíram para o elevado número de incêndios florestais e intensidade dos mesmos, para a diminuição de caudal dos rios, prejuízos na agricultura, etc. E ainda em agosto tivemos uma semana de fortes aguaceiros e trovoadas. O que também não é normal. Normal, seria algumas trovoadas, mas em maio. E foram as tempestades na região centro. Portanto, com as AC, o normal passou a ser tudo e o seu contrário; chuvas ou secas independentemente da altura do ano com prejuízos na agricultura que se conhecem, mas não só. Por exemplo, até as tradicionais feiras e festas, como as de Corroios, onde houve diversos estragos e um dos grandes concertos programadas, o Dos Quatro e Meia com Miguel Araújo, teve de ser interrompido devido à chuva torrencial que irrompeu. E tantas calamidades como a do Nepal a que, segundo especialistas, o efeito do aumento de temperatura duas vezes superior à média global na cordilheira dos Himalaias, não é alheio.

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Quanto aos efeitos da AC, estamos conversados, mas o rol podia ser quase interminável!

Em relação às guerras, e à moral dos que estão por detrás das principais, Médio Oriente e  Europa, cito um dos porta-vozes do outro lado da notícia sobre a guerra, o jornalista Miguel Szmanski na sua página do FaceBook: “…está em curso a destruição e o massacre de um povo. Os autores do genocídio e das limpezas étnicas são os nossos parceiros comerciais, aliados militares e cúmplices. Não sofrem uma sanção que seja (…) o genocídio na Palestina está ligado a tudo o resto a que assistimos, ao que pretendemos ser e ao que na realidade somos. É uma pedra tumular que devia pesar sobre nós, uma lápide que aumenta de tamanho de dia para dia, há anos e que a nossa “Europa dos valores”, a UE de Costa, de von der Leyen ou de Merz, opta por ignorar (…) não fizeram nem fazem nada, tirando os habituais negócios, enquanto todos os dias, há anos, varrem os corpos de jovens, homens, mulheres, velhos e crianças, pessoas de todas as idades, assassinadas nas suas casas e ruas, para debaixo dos tapetes dos corredores do poder em Bruxelas, Berlim, Paris ou Lisboa”.

São estes e anteriores dirigentes dos EUA, UE e principais potências da Europa, os principais responsáveis pela guerra na Ucrânia com a questão do não cumprimento do avanço da NATO para leste, do apoio ao golpe de Estado que levou Zelenski ao poder e dos acordos aos quais se opuseram que teriam posto fim ao conflito, nomeadamente o de Minsk que previa um referendo na região russófona do Donbass com vista à sua autodeterminação. Em vez da paz, reiteram é o apoio à Ucrânia, continuando e intensificando-se a guerra com possíveis consequências dramáticas para toda a Europa.

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