20 Abril 2024, Sábado
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A Seixalíada e outros bons e maus exemplos

Tal como O SETUBALENSE já tinha feito referência na sua edição de 20 do corrente através de um trabalho de Mariana Pombo, teve lugar no Parque Urbano das Paivas na Amora, A Festa de Abertura da 39.ª edição da Seixalíada que decorre até 15 de Outubro.

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A Seixalíada é um evento inédito em Portugal. Movimenta milhares de atletas nas mais diversas modalidades desportivas, durante cerca de um mês, em todo o concelho do Seixal. As entidades responsáveis por ele, são, em primeiro lugar, evidentemente, a Câmara Municipal do Seixal, depois as coletividades e escolas do concelho.

A Seixalíada, sob o lema, Desporto para Todos, pela sua dimensão, é uma demonstração da vontade e da capacidade organizativa da C M do Seixal e do vasto Movimento Associativo Popular do concelho. Um bem, sobretudo para a juventude que, desde tenra idade, pode usufruir do grande benefício físico, intelectual e humanista que a prática desportiva proporciona.

Ou seja, a Seixalíada, A Festa do Avante que apesar de todas as críticas, incluindo aos artistas que nela participaram, foi um êxito, as festas do concelho, como, por exemplo, as Festas de Corroios organizadas pela respetiva Junta de Freguesia que durante 10 dias movimentam artistas, comerciantes e muitos milhares de pessoas, são dos maiores eventos a nível regional e nacional. Todos, com a “marca” CDU.

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Mas, infelizmente, nem só de bons exemplos os seixalenses dispõem. Também os há, como a nível nacional, muito maus e em setores tão importantes, como o Ensino, a Saúde e não só.

Desde logo, o tão reclamado e necessário novo Hospital do Seixal. O mais próximo, o Garcia de Orta em Almada, há muito que “rebenta pelas costuras”. Há 47.000 utentes sem médico de família no concelho, mais 13.000 em Almada, e a falta destes profissionais, é praticamente transversal em todas as unidades de saúde. Como, por exemplo, no novo Centro de Saúde de Corroios.

Por outro lado, o ano letivo, mais uma vez, não começou bem. Há horários por preencher. Muitos alunos com intervalos sem aulas por falta de professores.

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Ou seja, por falta de condições que não vamos agora especificar, este dois setores fundamentais, Saúde e Ensino, estão longe de serem aliciantes para quem lá trabalha e para potenciais candidatos. Daí, as dificuldades que persistem. Tudo isto, tem a “marca” dos governos PS ou PSD.

Mas as dificuldades criadas ao povo, agora com a gestão “socialista”, não se ficam por aqui, como todos sabemos e sentimos. Todos, exceto os grandes acionistas das empresas de combustíveis, das grandes superfícies comercias, da banca, que averbam lucros fabulosos.

Primeiro, foi a pandemia a gerar mais pobreza. Agora é a guerra. Que é imperioso parar. Não pára, porque a sua origem, o problema do Donbass, o não cumprimento dos acordos de Minsk com ele relacionados, e o avanço da NATO para Leste, não é reconhecido pela tróica EUA/NATO/UE.  Mas a solução não pode ser militar. Os danos aumentam, e o perigo de um desfecho catastrófico.

Francisco Ramalho
Professor, Corroios
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