6 Julho 2022, Quarta-feira
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Os vírus

Penso que para muita gente esta palavra pouco ou nada significasse há uns anos atrás.
Penso que talvez algumas pessoas soubessem que a gripe era (e é) provocada por tal agente.

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Também penso que de há dois anos para cá estejamos todos saturados de ouvir falar dos tais agentes de doença em virtude desta pandemia que tem assolado todo o mundo provocando muitos milhões de doentes e de mortes, e arrastando consigo o descalabro de serviços de saúde e de muitas economias por esse mundo fora.

E tal pandemia além desses problemas de saúde veio pôr a descoberto uma imensidão de problemas graves das nossas sociedades. Assistimos ao aumento do desemprego, ao aumento da pobreza, muita dela que estava escondida, ao aumento das falências de pequenas empresas, ao alargamento do fosso entre classes pois paradoxalmente assistimos também a um aumento de ricos (poderemos mesmo dizer: aumento de milionários).

E tudo isto , por causa dos tais vírus que verdadeiramente só eram familiares aos médicos e alguns investigadores. Quem era mais assíduo a noticiários talvez já soubesse alguma coisa sobre doenças exóticas que provocavam doenças bem graves lá por países das zonas quentes do nosso globo, como o ébola na África equatorial ou , semelhante, no interior do Brasil, igualmente provocadas por vírus.

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E presentemente é vírus para cá, vírus para lá, mutações ou imunidade, passaram a ser palavras banais no nosso dia-a-dia.

É evidente que não venho encher esta minha habitual crónica das quartas-feiras para falar da covid19 e da pandemia (ou endemia?) já que , não só pela saturação do assumo, mas também porque (parece?) estamos a descer do tal pico e a entrar numa vida o mais normal possível – querendo ou não as autoridades políticas ou sanitárias, pois o povo agita-se de maneira violenta nos quatro continentes.

No entanto vamos falar dum outro tipo de vírus que há muito tempo assola igualmente o mundo em que todos nós vivemos, incluindo esta terra à beira mar plantada que é o mosso país. E esse vírus não é menos perigoso, direi mesmo letal, do que o da pandemia. E dele nos vem falando a voz autorizada do nosso Papa Francisco.

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Trata-se do “ vírus social do individualismo e da indiferença”, vírus responsável , muito antes do corona vírus, pelo aumento permanente da pobreza e do desemprego, vírus responsável pelo crescimento das desigualdades sociais, vírus responsável por um ambiente de iminência de uma guerra, deslocável por fazer do mar mediterrâneo um verdadeiro cemitério de fugitivos, vírus responsável pelas “orelhas moucas” que não ouvem os gritos da agredida “mãe terra”, vírus responsável pela “cegueira de muitos” que não vêem o vizinho pobre ou o doente estendido na berma da estrada! Vírus igualmente mortal pois por esse mundo fora se morre de fome, se morre por falta de medicamentos ou de vacinas, se morre de frio por não se ter casa, se morre por….por que uns dez por cento de pessoas detêm o rendimento das outras noventa por cento da população!

E para tratar e eliminar as doenças provocadas por este vírus necessita-se duma mudança radical do paradigma das nossas vidas, necessita-se de eliminar os egoísmos e reforçar os nossos “anticorpos” da fraternidade, da amizade e do… amor ao próximo “nosso irmão” e – ou nos salvamos juntos , ou nos afundamos todos” /Francisco dixid).

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