23 Setembro 2021, Quinta-feira
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Senhores Candidatos que nos dizem sobre o Centro Hospitalar de Setúbal?

Para que não surjam equívocos, quero deixar claro que me dirijo a vós apenas como um cidadão do concelho de Setúbal. É público que, devido a alterações legislativas, já cessei funções como presidente do Centro Hospitalar de Setúbal (CHS). É óbvio que ao dirigir-me a vós não posso ignorar que exerci esta função, mas reafirmo, é o cidadão que vos questiona. Saibam também que me dirijo a todas as candidatas e candidatos aos diferentes órgãos autárquicos dos concelhos de Palmela, Sesimbra e Setúbal.

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Muito se tem falado da ampliação do Hospital de S. Bernardo (HSB), mas é preciso ter consciência de que essa obra poderá não ter o impacto esperado se não se alterar o nível de financiamento em que está classificado o CHS. O HSB recebe doentes do litoral alentejano, que não contam no rácio que serve de bitola para a classificação. Por outro lado, há especialidades que as instituições de saúde dessa zona não dispõem. O Hospital Ortopédico Sant’Iago do Outão (HOSO) para além da pressão do número de pacientes, muitos chegam de outras zonas do país. O CHS precisa de mais investimento financeiro para cumprir, minimamente, a sua missão. A Ministra da Saúde tem consciência disso. Que pensam vir a fazer para que os Ministérios da Saúde e das Finanças se comprometam a conceder o nível III ao CHS?

Todos sabemos que já consta no Orçamento Geral do Estado uma parte da verba que permite o arranque das obras de ampliação do HSB. Dizem que, em breve, acontecerá o lançamento do concurso público. Que medidas tomarão para que a verba orçamentada seja desbloqueada, a tempo de não se correr o risco de a obra não chegar a iniciar-se ou parar? Sabem os tormentos que passam os fornecedores para conseguirem que lhes paguem e a alguns até ficam a dever por muitos meses?

Deve já ser do vosso conhecimento que não é consensual a integração do HOSO no HSB. Existem dúvidas que todo o movimento de doentes, quantidade de internamentos, arquivos, parqueamento consigam ser absorvidos pelos lugares que venham a ser disponibilizados com a ampliação. Estão suficientemente informados dos benefícios ou não da ampliação?

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Os fracos incentivos dados ao pessoal de saúde do SNS fazem que muitos e bons optem pelos serviços de saúde particulares. É um problema nacional. Mas no CHS há valências que correm o risco de encerrar por falta de médicos especialistas. Que tipo de atrativos estão pensados entre as Câmaras Municipais e o CHS estariam disponíveis para assegurar?

Está a tomar maior relevância a Estância Turística de Tróia. Por vezes é necessário evacuar doentes críticos para o CHS, atravessado o rio Sado. Há muito que se fala numa embarcação medicalizada e que atingisse uma velocidade adequada. Que estão dispostos a fazer para, articular com a Câmara Municipal de Grândola e as vossas autarquias no sentido de adquirir e assegurar a manutenção deste equipamento?

Muitas outras questões poderia colocar. O espaço não o permite. Peço-vos que nos encontros com as populações, promovendo mesmo debates com elas, não se esqueçam de responder a estas minhas preocupações. Dada a importância deste assunto, penso que esses debates deveriam continuar mesmo pós-eleições para que a realização do próximo projeto corresponda às reais necessidades das gentes dos 3 concelhos e de todos os colaboradores do CHS, bem como fazer com que o mesmo seja reconhecido pela sua competência em muitas valências que tem e o crime social, que seria, eliminá-las.

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Obrigado pela atenção que me dispensaram. Felicidades para todas e todos.

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Eugenio Fonseca
Presidente da Cáritas Portuguesa
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