22 Setembro 2021, Quarta-feira
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Não desistimos da Terceira Travessia do Tejo!

No dia 16 deste mês, com a participação do Secretário-Geral do PCP Jerónimo de Sousa, realizámos uma importante iniciativa na Região – mais concretamente no Barreiro – defendendo e reafirmando a importância da construção da Terceira Travessia sobre o Tejo. Há muito que lutamos pela construção de uma nova ponte sobre o Tejo, aproximando as duas margens da Área Metropolitana de Lisboa, promovendo a mobilidade e o desenvolvimento desta Região e do próprio País.

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A Terceira Travessia do Tejo entre o Barreiro e Chelas, com as valências rodo e ferroviária é a infraestrutura em falta, na Área Metropolitana de Lisboa e nos concelhos centrais do Seixal, Barreiro, Montijo, Moita e mesmo de Palmela, para a mobilidade das populações e para o desenvolvimento económico e cuja concretização só peca por tardia.

O adiamento da sua construção, em nome dos custos deste investimento, está a ter, e terá no futuro, um custo muito superior ao da sua construção que, sendo necessária, consideramos que também é possível.

A Terceira Travessia terá uma acrescida vantagem, quer na qualidade de vida das populações, significando menos horas em intermináveis filas de trânsito, menos fadiga e mais saúde, e no plano ambiental menos combustível queimado em filas de trânsito e em mais longos percursos.

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Nestas condições, valorizando obviamente a sua componente ferroviária, a Terceira Travessia do Tejo tem que dar resposta também a quem vive e trabalha longe dos corredores ferroviários e dos respectivos interfaces intermodais.

Há quem tente desviar a atenção de um importante obstáculo, criado pela política de direita à construção da nova ponte: a concessão a grupos económicos privados, quer da concessão dos aeroportos nacionais, quer a concessão das travessias sobre o Tejo, neste caso até 24 de março de 2030. Concessões que atrasam e arruínam o desenvolvimento do País em nome de lucros fabulosos que alcançam à custa de infraestruturas públicas.

A promoção do uso de transporte público não se atinge amputando a componente rodoviária da Terceira Travessia, mas sim criando condições, como o passe multimodal, como se viu com a recente aplicação da redução do preço do passe social que foi alcançado por iniciativa do PCP e que permitiu aumentar para 24 milhões os passageiros transportados em 2019 no comboio da Ponte 25 de Abril.

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Também aqui, a visão do PCP difere da do Governo PS e da política de direita. Enquanto uns se submetem aos interesses das multinacionais – é que a Vinci também é dona da Lusoponte –, mesmo que isso prejudique o desenvolvimento do País, o PCP não prescinde da necessidade de romper com essa submissão, apontando à construção de um novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete e à construção de uma nova ponte sobre o Tejo.

O País, a Área Metropolitana de Lisboa, as populações destes concelhos centrais e o conjunto das atividades económicas precisam de mais transporte público ferroviário e rodoviário e de francas acessibilidades entre margens.

Na concretização desses objetivos, as populações podem contar com a ativa intervenção, iniciativa e empenhamento do PCP e da CDU. Quem está connosco nesta luta?

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