16 Maio 2022, Segunda-feira
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Uma guerra em duas frentes

A propósito do momento que o mundo vive hoje, muitos têm sido os responsáveis que o descrevem como se de uma guerra se tratasse. Não uma guerra, como as outras. Mas, ainda assim, uma batalha onde é possível identificarem-se os combatentes e o inimigo, e preverem-se os seus efeitos. Alguns imediatos, outros menos imediatos, mas que não tardarão a fazerem sentir-se, nas nossas vidas. À semelhança de nas outras guerras, também, nesta se perdem vidas.

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O inimigo é único, e é invisível. E tem um nome, Coronavírus. Um vírus, que facilmente nos apanha a todos, sem exceção.

Estamos todos do mesmo lado. A luta é coletiva, e temos de combater unidos. Não há outra forma.

Ficarmos em casa. À maior parte de nós, é isto que se pede. É este o nosso, pequeno (grande), contributo, nesta batalha. Por nós, e pelos outros.

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Médicos, enfermeiros, e todos os profissionais do Sistema Nacional de Saúde, estão nas trincheiras, desta guerra. É, também, por todos eles, que correm riscos diários com o único propósito de salvarem vidas, que devemos ficar em casa. Este é o nosso papel neste combate, evitando a propagação do contágio, para que, à semelhança do que já sucede em outros países, não tenham eles de escolher entre quem vive, e quem morre. Não há sistema nenhum no mundo que consiga dar resposta se não conseguirmos, juntos, achatar a curva do número de infetados Mas no plateau desta guerra estão, ainda, todos aqueles que, enquanto lavamos as mãos, mantemos as distâncias sociais, e ficamos em casa, trabalham para que não nos falte comida, medicamentos, água, luz, para que não tenhamos de amontoar o lixo em nossas casas, porque o país não pode parar.

Todos temos uma missão, nesta guerra. Só temos de desempenhar o nosso papel com o sentido de responsabilidade que o momento impõe.

Vamos vencer esta primeira frente da batalha, a pandemia, ainda que vivamos, na incerteza, do quando.

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E depois de vencermos o inimigo? É na frente económica que se lutará a batalha seguinte. Todos estamos cientes de que teremos de percorrer um caminho, bem difícil. Não nos iludamos.

É essa a frente de batalha que o Presidente da República, a Assembleia da República e o Governo se propõem a vencer, com a declaração de emergência. Não deixar as empresas morrerem, não deixar que o emprego desapareça, não deixar as famílias abandonadas, estas são armas que já se estão a usar para vencermos a próxima batalha.

Não vai ser fácil, não vai ser rápido. Os impactos no emprego, nos salários e na capacidade produtiva são uma certeza. Criar respostas é uma urgência. Será um tempo de construção, de resistência, de união e de coragem. Desta vez, não temos um Plano Marshall. Desta vez, temos uma União Europeia cuja resposta só pode basear-se em medidas excecionais, porque de uma situação excecional se trata. Uma União Europeia solidária e coesa. Caso contrário, ficaremos todos com a sensação de que a União Europeia, de união nada tem, que não existe, e que não responde aos problemas das pessoas e da economia.

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