9 Agosto 2022, Terça-feira
- PUB -
InícioOpiniãoO circo da oposição, a «geringonça» e o Presidente

O circo da oposição, a «geringonça» e o Presidente

Se estivessem no governo fariam assim e assado. Melhor que os outros, claro. Mas quando lá estiveram não fizeram. É o circo da oposição. Palhaçada que não diverte. Emproados e a sacudir água dos capotes, aproveitam as desgraças dos fogos e enveredam pela chicana. Estão na mó de baixo e pretendem levantar-se. A qualquer preço. Desprezível maneira de fazer política. Desespero de quem levou sova nas autárquicas e precisa de marcar pontos. A recuperação económico-financeira e social, e a saída da depressão em que afundaram o país, enaltecidas lá fora, desorientou-os. Afinal, a «geringonça», que deveria ser a engenhoca governativa a escangalhar-se ao virar da esquina e à primeira pedra no caminho, funciona, apresenta resultados, mantém-se firme. Razão para os fanáticos do austerismo combaterem a solução das esquerdas por todos os meios e com qualquer arma. Os fogos são um lastimável pretexto para o cantar de galo dos oportunistas. As vítimas mereciam mais respeito.

- PUB -

A dona Cristas e os correligionários levantaram a crista. Ensoberbaram-se. De peito feito, vá de moção de censura. Qual sentido de Estado! Politiquice partidária. Cantigas para néscios. Demagogia a pataco. A dona sabe que naquela conjugação de condições propícias ao lavrar das chamas, não havia santa que nos valesse. Mas acusa o governo pela floresta, casas e bens ardidos, pelas mortes, pelo sofrer das populações. É como se o seu partido não tivesse feito parte de vários governos que não resolveram os problemas dos interesses, do ordenamento da propriedade e da floresta, do abandono do interior, da ruralidade, da proteção civil. É como se esquecesse a sua atuação enquanto ministra e os embargos que criou à resolução de problemas relacionados com os fogos. Atirar pedras aos outros quando temos telhados de vidro, é infâmia.

Décadas de conversa fiada, inação, tempo perdido, desleixos, irresponsabilidades. Este governo também errou. Anuncia agora um conjunto de medidas propostas por uma comissão independente e de créditos reconhecidos. Louvável, todavia pequeno consolo, após meio país ardido, tantas vidas perdidas ou desfeitas e tamanhos prejuízos provocados.

À esquerda, o que havia a fazer: criticar o criticável na atuação do executivo, propor e forçar medidas para a resolução dos problemas, honrar o acordo governativo.

- PUB -

O Presidente liderou e exigiu respostas, com a serenidade e a independência que esperamos dele. Não lhe dei o meu voto, estou à vontade. Vê-lo a percorrer o Portugal devastado, a distribuir simpatia, carinhos e esperança, é reconfortante para qualquer português. A mim agrada-me, sobremaneira. As relações humanas não atingem a plenitude, sem afetos. Quem despreza os afetos é coração empedernido ou é macambúzio. Ainda bem que temos um Presidente de proximidade e de afetos. E isento. Há quem não goste do estilo. Mas ser popular e imparcial não são defeitos, são qualidades. Que diferença para o sectário e macambúzio que o precedeu!

Comentários

- PUB -

Mais populares

Histórica estação rodoviária na 5 de Outubro vai dar lugar a supermercado Continente

Edifício está a ser alvo de estudos há cerca de uma semana, com o objectivo de abrir espaço do grupo Sonae

Hospital da Luz Setúbal confirma nova clínica no centro da cidade

Dr. José Ferreira Santos, director clínico do estabelecimento, confirma pólo adicional para aproximar clientes do centro hospitalar

João Martins: “Deixo uma casa com bom nome e reconhecida”

Criou, desenvolveu e consolidou a Escola Profissional do Montijo (EPM). Ao fim de 29 anos e uns pozinhos, o professor decidiu passar o testemunho
- PUB -