13 Agosto 2022, Sábado
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As promessas de Nuno Canta/Balanço do mandato/2ª. Parte

Em artigo publicado neste diário em 28/04/2017 enumerámos um conjunto de promessas que constavam do programa eleitoral de Nuno Canta no que se referem às que integravam o eixo da competitividade, de acordo com a estruturação do programa em 3 eixos. Naquele eixo as obras e acções estavam todas praticamente no papel.

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Agora, no denominado eixo da coesão social e territorial a situação não evoluiu para além dos projectos e acções na área social que já vinham a ser desenvolvidos e que estão identificados no programa. Novos compromissos como a carta social do concelho ainda não foi apresentada, a melhoria dos cuidados primários de saúde agravou-se, com o Montijo a ser o concelho onde existe o maior número de utentes sem médico de família. A construção de novo centro de saúde para a cidade pelo qual Nuno Canta ia lutar, não tem nem localização, nem projecto, nem contactos efectivos e negociações para que tal aconteça em breve. O Protocolo do Centro Hospitalar Barreiro Montijo que envolve a Câmara do Montijo degradou-se. O projecto cultural concelhio não existe, não se discute, não se fala nisso, é desconhecido.

Quanto ao projecto concelhio de desenvolvimento desportivo ninguém sabe o que é: são os dirigentes das associações, os sócios e os atletas que têm que fazer pela vida desportiva da cidade e do concelho. A prometida construção de equipamentos de proximidade não se vêem, nem onde estão localizados ou vão ser localizados. A prometida construção da ciclovia do Saldanha ao Seixalinho não existe, mas agora já há outra promessa de construção de uma outra ciclovia. A manutenção dos equipamentos desportivos é praticamente inexistente. Atente-se na degradação do campo da liberdade, onde jogam as equipas do Olímpico e no campo que está ao lado em terra batida que mais parece um estaleiro. A cooperação com as associações é feita na base do “toca e foge”, com uns apoios de verbas sem qualquer preocupação com os atletas, com os dirigentes e com os sócios. Apoio para uma eficaz formação desportiva nem se fala. É tudo avulso, sem nexo, sem estratégia integradora, sem visão de futuro.

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No eixo da cidadania activa, o 3º. Eixo do programa, nada foi feito que permitisse interessar os munícipes pela participação. Afinal, as reuniões de câmara já eram públicas e as visitas às freguesias já se tinham iniciado pelos menos em 2008, no terceiro mandato presidido pela Drª. Maria Amélia Antunes, pelo que o “Aprofundar a participação e o envolvimento dos montijenses” ficou no papel do programa.

Comentários

Fernando Coelho
Economista e Jurista
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