Entre as principais exigências está “a alteração do horário” de trabalho e “a reposição do dia de aniversário”
Trabalhadores das empresas PSA Sines e LaborSines, no Terminal XXI do Porto de Sines, começaram esta segunda-feira uma greve parcial, que se prolonga até 6 de Junho, para exigir melhores condições de trabalho.
A paralisação é promovida pelo Sindicato das Indústrias, Energia, Serviços e Águas de Portugal (SIEAP) e abrange as últimas duas horas de cada turno.
De acordo com o sindicato, em comunicado, a greve “surge como resposta à falta de respeito e de diálogo sério por parte da administração da PSA Sines e da LaborSines”.
No documento, o SIEAP assegurou que, “apesar das várias tentativas de negociação, não houve avanços concretos”, tendo a administração da PSA, concessionária do Terminal XXI do Porto de Sines, e a LaborSines, empresa de trabalho temporário portuário, optado por “ignorar as legítimas reivindicações dos trabalhadores”.
“Esta greve foi decidida porque a administração da PSA Sines e da LaborSines têm sistematicamente ignorado as reivindicações e propostas dos trabalhadores”, que “estão a lutar por melhores condições de trabalho, respeito e diálogo”, disse à agência Lusa o dirigente do SIEAP Ricardo Raposo.
Entre as principais exigências está “a alteração do horário” de trabalho e “a reposição do dia de aniversário”, precisou.
“Neste momento, estamos com um horário que é seis meses de Inverno, seis meses de Verão, sendo que, no Verão, temos uma carga horária gigante que está a causar muito descontentamento, muito desgaste e a encurtar muito do tempo dos trabalhadores com a família”, explicou.
Com esta paralisação, convocada até 6 de Junho, os trabalhadores reclamam “um horário igual durante o ano inteiro”, com “um dia de sobreposição em que estão dois turnos a trabalhar”, o que vai possibilitar “qualidade de vida”, indicou o dirigente.
Segundo o sindicato, “a paralisação afectará todas as operações portuárias no Terminal XXI do Porto de Sines, envolvendo trabalhadores efectivos e contratados, independentemente do vínculo”, num universo superior a mil trabalhadores.
Questionado pela Lusa, Ricardo Raposo afiançou que, neste primeiro dia, a adesão à greve nos turnos da noite e da manhã “rondou os 100%”.
“Esperamos que a empresa possa vir a ter abertura para negociações, visto que não está a ser flexível, embora mencione que está aberta a negociações. Apesar [de o sindicato] já ter apresentado várias propostas, a resposta a todas elas sempre foi negativa e sem contraproposta”, observou.
A agência Lusa tentou obter esclarecimentos por parte da administração da PSA Sines, mas até ao momento não foi possível.