O indivíduo foi localizado e detido através do Departamento de Investigação Criminal de Setúbal.
O Tribunal Judicial de Setúbal decretou a prisão preventiva do homem, de 22 anos, que é arguido por alegadamente tentar matar dois homens, de 28 e 40 anos, em Sines, revelou hoje fonte policial.
A fonte da Polícia Judiciária (PJ) indicou à agência Lusa que o homem, que foi presente ao tribunal para primeiro interrogatório judicial, na terça-feira, foi conduzido para o Estabelecimento Prisional de Setúbal, onde vai aguardar o desenrolar do processo.
Segundo a mesma fonte, o homem, detido pela PJ, é arguido por dois crimes de homicídio qualificado, na forma tentada, e um crime de detenção de arma proibida, praticados em novembro do ano passado, em Sines.
Na terça-feira, em comunicado, a PJ anunciou que o indivíduo foi localizado e detido através do Departamento de Investigação Criminal de Setúbal.
Os factos ocorreram no dia 20 de novembro de 2025, numa zona rural nas imediações da cidade de Sines, em “contexto de tráfico e consumo de droga”, adiantou aquela polícia de investigação criminal.
“As vítimas encontravam-se a consumir produto estupefaciente no interior de uma viatura, quando uma delas foi abordada pelo arguido, saindo para o exterior”, lê-se no comunicado.
De imediato, acrescentou a PJ, “gerou-se uma discussão tendo o suspeito, munido de uma espingarda caçadeira efetuado um disparo em direção à cabeça do seu interlocutor, não acertando por meros escassos centímetros”.
“Instintivamente, procurando proteger-se e fugir do local, a vítima regressou ao interior da viatura, ocupando o lugar do passageiro”, adiantou a Polícia Judiciária.
Contudo, segundo a PJ, “o suspeito, com a clara intenção de atentar contra a vida das vítimas, efetuou um segundo disparo, que atingiu uma delas no terço superior do braço esquerdo, a escassos centímetros da cabeça, provocando-lhe uma lesão grave, com danos permanentes”.
O suspeito, tem “antecedentes criminais de vária natureza”, segundo aquela polícia de investigação criminal.
A detenção, fora de flagrante delito, contou com a colaboração da Unidade Local de Investigação Criminal de Évora da PJ e do Posto Territorial da Guarda Nacional Republicana de Sines.