Ministro das Infraestruturas diz que o País deve apostar nos empresários e remunerar melhor o risco

Ministro das Infraestruturas diz que o País deve apostar nos empresários e remunerar melhor o risco

Ministro das Infraestruturas diz que o País deve apostar nos empresários e remunerar melhor o risco

“Temos de facilitar e isso remunera o risco dos empresários e remunerar o risco dos investidores com uma regulação diferente”, vincou o governante

O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, defendeu esta sexta-feira que o País deve apostar na economia e nos empresários, “remunerando melhor o investimento”, com “regulação diferente”, desburocratização e “perenidade das políticas públicas”, para atrair mais projetos.

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“Esta é a visão deste Governo. Apostar na economia, apostar nos empresários, remunerando o risco desses empresários, porque arriscam e é remunerando bem o risco dos empresários que os convidamos a fazer mais investimento”, afirmou.

Falando na inauguração de uma ‘data center’ em Sines, o governante realçou que se pode “remunerar bem o risco dos empresários de muitas formas”, dando como exemplos a aceleração dos processos de decisão ou a desburocratização.

“Temos de facilitar e isso remunera o risco dos empresários e remunerar o risco dos investidores com uma regulação diferente”, vincou, frisando que “o regulador tem que defender o mercado com igualdade de oportunidades e garantir equidade”.

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Considerando que “a Europa tem tido uma regulação fechada, que não permite escala e grandes empresas”, Pinto Luz alegou que, no sector das telecomunicações, há “um grande aperto de capital” e não tem capacidade para investimentos que deviam ser feitos.

“A Europa está atrasada em relação aos Estados Unidos na infra-estrutura de telecomunicações e está porque temos pequenas e médias empresas sem escala, sem capacidade de fazer o investimento que devíamos”, reiterou, propondo “uma regulação mais justa, mais célebre, mais equilibrada”.

O ministro apontou que também se remunera o investimento dos empresários se o País puder “ter projectos que ultrapassem ciclos políticos e que tenham o consenso nacional exigido e a perenidade das políticas públicas”.

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“Todos procuramos que estes investidores não andem constantemente com a mão no coração a ver o que vai acontecer a seguir”, disse, insistindo que “esse não é o caminho que o actual governo quer implementar”.

Pinto Luz, que discursava na inauguração do primeiro edifício do data center Start Campus, em Sines, agradeceu e elogiou o actual titular da pasta da Economia, Pedro Reis, mas também os ministros do anterior governo PS João Galamba e António Costa Silva.

“É bom esta humildade, reciprocidade e garantia de estabilidade e confiabilidade com que os privados podem olhar para o Estado”, pois “podemos ter divergências, formas diferentes de olhar e ter concepções diferentes de vida e do mundo, mas é muito mais aquilo que nos une do que aquilo que nos separa”, vincou.

Considerando “absolutamente essencial” este investimento para Portugal, o ministro das Infraestruturas frisou que, num tempo de “tantas guerras”, é preciso procurar “a paz à volta de projetos consensuais que possam trazer crescimento económico” para o País.

“E que, com este crescimento económico, possamos fazer uma distribuição justa da riqueza por cada um de nós, para implementar esta visão de um Estado onde todos tenham igualdade de oportunidades”, continuou.

Dirigindo-se ao encarregado de negócios da Embaixada dos EUA em Portugal, Douglas Koneff, o ministro disse que “não foi só o vinho, a boa gastronomia, o bom clima, a nossa capacidade de receber bem” que conquistaram os norte-americanos, mas foi também terem percebido que em Portugal “podem investir com segurança”.

“Que possamos, nesta parceria entre os nossos dois países, fazer renascer uma nova globalização, com novas regras, com novas formas de estar na vida e no mundo”, mas que “garanta melhor qualidade de vida aos vossos cidadãos e aos nossos concidadãos”, acrescentou.

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