7 Dezembro 2022, Quarta-feira
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Trabalhadores da EuroResinas convocam nova greve por aumentos salariais

Funcionários iniciam paralisação esta quinta-feira, que dura até 10 de Novembro, pedindo o ajuste na grelha salarial e aumento extraordinário de salários

 

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Os trabalhadores da EuroResinas, em Sines, decidiram em plenário avançar com um novo período de greve, a partir desta quinta-feira e até 10 de Novembro, pelo ajuste na grelha salarial e aumento extraordinário de salários.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul (SITE SUL), o primeiro período de greve, que teve início no dia 12 e termina às 23:59 de hoje, contou com “uma adesão de 90%” dos trabalhadores.

Foi “uma das maiores adesões de sempre”, disse à agência Lusa o sindicalista Jorge Magrinho, acrescentando que estes números “demonstram a necessidade de os trabalhadores lutarem por melhores salários”.

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A adesão obrigou à “paragem total” de alguns “sectores da fábrica”, na “maior parte do período” de greve, argumentou.

No entanto, num plenário no dia 18, “devido à falta de resolução, até à data, das propostas apresentadas”, os trabalhadores “decidiram avançar com um novo pré-aviso de greve, que tem início às 00:00 desta quinta-feira e termina às 23:59 do dia 10 de Novembro”, indicou.

Segundo o dirigente sindical, foi “a falta de respostas da empresa” que, durante o período de greve, “não quis sentar-se à mesa” com o sindicato “para resolver as reivindicações dos trabalhadores”, que “levou a este pré-aviso de greve”.

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“Pretendemos que haja um ajuste da grelha salarial porque os novos trabalhadores entram para a empresa com 900 euros, quando os trabalhadores com mais de 20 anos ganham 1.040 euros”, especificou.

O sindicalista defendeu que “os trabalhadores com mais antiguidade” devem passar “para o nível 13, o que corresponde a 1.218 euros” mensais e que “os outros trabalhadores a montante e a jusante” devem ter “também um ajuste” salarial.

“A empresa diz que tivemos um aumento salarial, este ano, de 30 euros que foi negociado, mas a meio do ano fez ajustes nalguns sectores de 150 euros, quando devia ter feito em todos os sectores porque todos os trabalhadores precisam de um ajuste no salário”, criticou.

No plenário, os trabalhadores decidiram reivindicar um aumento salarial de 150 euros, “face ao aumento do custo de vida dos baixos salários praticados pela EuroResinas”.

A paralisação abrange os cerca de 80 trabalhadores da EuroResinas – Indústrias Químicas, que produz resinas sintéticas e está situada no Complexo Industrial de Sines.

Esta unidade industrial dedica-se ao fabrico de resinas sintéticas à base de formaldeído, papel impregnado e ao comércio de metanol.

A Lusa contactou hoje, por diversas vezes, a assessoria de imprensa da EuroResinas, para obter alguma reacção à paralisação e ao novo pré-aviso de greve, mas não obteve esclarecimentos até ao momento.

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