27 Maio 2022, Sexta-feira
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Primeira unidade de produção de hidrogénio verde já foi apresentada em Sines

António Costa diz que investimento de mil milhões é “urgente” e importante para a independência energética do País

 

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O primeiro-ministro, António Costa, considerou esta sexta-feira, em Sines, que é “prioritário” investir na transição energética, na produção própria de energia na Europa e na diversificação das rotas de abastecimento.

“Hoje, ninguém pode ter dúvidas, é mesmo prioritário investir na transição energética, é mesmo prioritário apostar na produção própria de energia na Europa, através das energias renováveis, é fundamental diversificarmos as rotas de abastecimento”, disse.

O primeiro-ministro falava hoje, no Centro de Negócios da Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS), no distrito de Setúbal, onde foi lançado o projecto Madoqua Power2x, de produção de hidrogénio e amónia verdes, do consórcio internacional liderado pela empresa portuguesa Madoqua Renewables no valor de 1.000 milhões de euros.

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Na cerimónia, António Costa lembrou que 24 de Fevereiro, dia em que a Rússia invadiu a Ucrânia, “provou a todos” aquilo que já dizia “há muito tempo: não há autonomia estratégica da Europa se não houver segurança energética da Europa”.

“E para haver segurança energética da Europa, em primeiro lugar, é fundamental que a Europa aposte na energia que a própria Europa pode produzir e nós podemos produzir muita da energia de que dependemos”.

De acordo com o primeiro-ministro, Portugal utiliza “60% de energias renováveis na electricidade que consome” e dentro de quatro anos “80 por cento da electricidade” consumida terá por fonte as energias renováveis produzidas” no país.

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“Isto é muito importante do ponto de vista ambiental, mas é decisivo também do ponto de vista económico, porque significa que vamos importar muito menos energia e vamos produzir nós próprios muito mais da energia que consumimos”, frisou.

Para António Costa, este é um esforço que tem de ser feito “à escala europeia”, considerando que, se tivesse sido feito, no passado, hoje haveria menos dependência de “outros fornecedores externos à União Europeia”.

No entanto, advertiu, “vale a pena não esquecer, no futuro, as lições do presente” e “apostar na capacidade que a Europa tem de produzir a sua própria energia”, para “uma Europa que tenha autonomia estratégica e tenha segurança energética”.

“Não podemos depender em 40% de um só fornecedor, não podemos depender exclusivamente de fornecedores de um ou dois continentes. Temos de ter a capacidade de podermos ter acesso a gás natural, por exemplo, das mais diversas proveniências, de forma que em circunstância alguma possamos estar, com qualquer que seja o nosso parceiro, numa situação de dependência”, alertou.

Defendeu ainda que para diminuir esta dependência é importante conseguir “diversificar as fontes de abastecimento” e que “Portugal pode ajudar também a que isso aconteça, Sines em particular pode ajudar a que isso aconteça”.

“Temos excelentes condições, como está provado com este projecto, para produzirmos aqui energia, mas também temos aqui excelentes condições para ser o porto de acolhimento, o porto de armazenamento ou o porto de ‘transhipping’ de Gás Natural Liquefeito que pode vir das múltiplas rotas atlânticas e das múltiplas origens, pode vir dos Estados Unidos, pode vir de Nigéria, pode vir do Catar, pode vir de vários pontos do mundo, aqui ser desembarcado, aqui ser guardado ou daqui ser feito o ‘transhipping’ para outras regiões da Europa”, afirmou.

O presidente da Câmara de Sines aproveitou a presença do governo para agradecer a António Costa o contributo para o desenvolvimento desta zona do litoral alentejano. Nuno Mascarenhas recordou que estão a ser criados dois polos, energia verde e digital, a ser construída a ligação ferroviária a Espanha e que foi desbloqueada a conclusão da A26.

“Quero mostrar a nossa satisfação por estas três questões terem sido conseguidas”, disse o autarca socialista.

Nuno Mascarenhas referiu ainda o investimento que está a ser feito na construção de duas novas fábricas da Repsol, o investimento de 80 milhões em vários projectos de turismo no concelho e a aposta que o município está a fazer na habitação e no ensino superior. recorde-se que a Câmara de Sines e o Instituto Politécnico de Sines têm um acordo para a instalação de uma escola superior neste concelho do Litoral Alentejano.

A primeira unidade de produção de hidrogénio verde vai ser construída na Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS), um parque empresarial gerido pela aicep Global Parques.

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