26 Setembro 2022, Segunda-feira
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Comunidade ‘Sines Tech’ habilita região no processo de transição digital

Protocolo foi assinado entre a Câmara Municipal de Sines, a aicep Global Parques e entidades ligadas às tecnologias de informação e comunicação

 

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O lançamento da comunidade Sines Tech–Innovation & Data Center Hub, cujo protocolo de cooperação foi quarta-feira assinado, vai permitir criar em Sines uma infra-estrutura para “habilitar o País” no processo da “transição digital”.

“Hoje [dia 15] lançamos o Sines Tech-Innovation Data Center Hub com vários parceiros com o objectivo de construir em Sines a infra-estrutura que depois vai habilitar o País a fazer a transição digital”, disse à agência Lusa o presidente executivo da aicep Global Parques, Filipe Costa.

O protocolo de cooperação para a criação da comunidade foi assinado entre a Câmara Municipal de Sines, a aicep Global Parques, e a EllaLink, Fast Fiber, IP Telecom, Rentelecom, StartCampus, Sines Tecnopolo e a Fundação para a Ciência e Tecnologia, entidades ligadas às tecnologias de informação e comunicação.

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“O processo começou em 2019 com a Câmara de Sines e a EllaLink”, com o “investimento da estação de amarração de cabos” e “a amarração do cabo submarino Europa-Brasil”, que é “um cabo estratégico para a União Europeia”, explicou o responsável da entidade gestora da Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS).

De acordo com Filipe Costa, o ‘Sines Tech’, localizado na ZILS, tem a ambiDR ção não só de “atrair a amarração de cabos submarinos de telecomunicações intercontinentais”, como “fixar grandes ‘data centers’” neste território.

“Queremos a amarração de mais cabos submarinos que nos liguem ao Mediterrâneo, ao Norte da Europa, ao hemisfério americano e queremos, ao lado disso, começar a construir projectos de Data Centers”, sublinhou.

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À comunidade ‘Sines Tech’ junta-se agora o projecto Start Campus, um investimento de cerca de 3,5 mil milhões de euros, “para o maior Data Center em energias renováveis na Europa”, e outros parceiros “a pensar na conectividade ao hinterland” e numa “componente académica e científica”, indicou.

Estes projectos “vão verdadeiramente transformar a economia digital em Portugal, porque passamos a ter a infra-estrutura que possibilita fazer essa transição digital”, com ferramentas capazes de transformar Portugal “num hub de conectividade entre a Europa e o mundo”, permitindo o crescimento da economia digital do País.

“Queremos que os dados sejam processados em Portugal e que a economia digital comece a acrescentar valor em Portugal”, reforçou Filipe Costa, reconhecendo “o desafio de atrair para Sines a infra-estrutura da economia digital” com “valor acrescentado para Sines e para o Alentejo”.

Com esta aposta, Portugal deixa “de ser periférico, em termos de telecomunicações, com a passagem das grandes vias intercontinentais”, e o seu usufruto.

Para o presidente da Câmara de Sines, Nuno Mascarenhas, a importância deste novo cluster económico “é enorme” uma vez que se trata de uma área “absolutamente essencial” para “garantir o futuro de Sines”, não só do ponto de vista económico, como social.

“Este novo cluster, com estas empresas, permitirá no futuro atrair para Sines técnicos qualificados que serão importantes para dar resposta” às empresas e “para o crescimento da população” neste território.

O autarca considerou ainda que a consolidação de um cluster tecnológico cria desafios ao poder local, sendo necessário reforçar a formação, aumentar a oferta de habitação, “mais diversificada e com preços acessíveis”, e apostar “na melhoria das acessibilidades”.

Até ao final de 2023, a aicep Global Parques, espera “ter mais cabos amarrados” ou “serem publicas decisões de amarração de cabos [submarinos] em Sines” com ligação ao norte e sul da Europa e ao continente norte-americano.

HYN

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