26 Novembro 2021, Sexta-feira
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Galp garante ter plano para investir na descarbonização e que a refinaria de Sines está incluída

Empresa diz que complexo industrial vai ser transformado num Parque de Energia Verde com soluções sustentáveis, como o hidrogénio e os biocombustíveis

 

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A Galp garante que a refinaria de Sines, no Litoral Alentejano, faz parte dos planos da empresa para a descarbonização energética e diz entender a posição do colectivo Climáximo que, na semana passada, promoveu um protesto junto da unidade industrial.

“Respeitamos o direito ao protesto e entendemos a posição dos manifestantes, que acreditam que mais acções são necessárias no movimento da descarbonização”, avançou fonte da administração da Galp, contactada pela agência Lusa.

A mesma fonte oficial adiantou que o protesto da Climáximo, que juntou cerca de 100 manifestantes junto aos vários acessos da unidade, numa acção não violenta de desobediência civil e bloqueio, “não afectou a actividade da refinaria de Sines”.

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“A Galp está a fazer o caminho para a descarbonização da sua actividade e para posicionar a empresa e o país na vanguarda da transição energética”, acrescentou. Segundo a empresa, a refinaria de Sines “fará parte desta transformação, transitando ao longo do tempo para um Parque de Energia Verde, com novas soluções sustentáveis, como o hidrogénio verde e os biocombustíveis”.

A manifestação da Climáximo, intitulada “Vamos Juntas!”, reivindicou “o encerramento planeado e gradual da refinaria de Sines até 2025” e os activistas concentraram-se nos acessos principais da refinaria tentando bloquear a actividade da unidade.

A acção de protesto chegou a aquecer quando um grupo de cerca de 10 manifestantes acedeu sem autorização às instalações, na zona da portaria, sendo acompanhado de volta ao exterior por militares da GNR.

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Um dos activistas sentou-se em frente ao portão do acesso dos camiões, embora na altura não passasse qualquer viatura, foi algemado, retirado do local e identificado pela GNR, juntando-se depois aos outros activistas.

Trabalhadores exigem investimentos imediatos para descarbonizar refinaria

A Comissão Central de Trabalhadores (CTT) da Petrogal defende a necessidade de aprovação imediata dos investimentos destinados à descarbonização” da refinaria de Sines da Galp e convidou o colectivo Climáximo a integrar a “frente” pela transformação do complexo industrial.

“A CCT pretende endereçar um convite público à Climáximo para, conjuntamente, estabelecermos uma frente que reivindique a descarbonização da refinaria de Sines até 2025, tal como a própria administração gizou no seu plano estratégico”, disse a estrutura representativa dos trabalhadores, em comunicado.

No comunicado, a CCT da Petrogal convida a Climáximo a “juntar-se” à sua “reivindicação para assegurar a transição energética, os postos de trabalho e o futuro do país”. Mas alerta que “qualquer reivindicação que ponha à cabeça o encerramento de qualquer instalação industrial sem uma alternativa concreta não serve o objectivo de esclarecimento da opinião pública”.

O que acontece é que “desfavorece qualquer processo de transição energética sustentada, enquanto procedimento com um ponto de partida e de chegada, algo que não existe actualmente”.

“Não se altera um processo que é extremamente injusto e sobretudo desequilibrado” ao clamar “por um encerramento sem alternativa a curto prazo e ao mesmo tempo clamando pela defesa dos postos de trabalho”, afirma.

A CCT defende que, em matéria de combate climático, “há uma urgência de discernimento entre a árvore e a floresta e, sobretudo, na escolha de causas que vão para lá do panfleto simplista”.

Em Portugal, “o que é assumido pelo Governo como ‘transição energética’ é um processo de desindustrialização acelerado do país sem impacto líquido na redução global de emissões de CO2 [dióxido de carbono] para a atmosfera” e que, ao mesmo tempo, tem “um impacto brutal na destruição de emprego”, argumenta a CCT.

No comunicado, a CCT expressa ainda “confiança” de que os trabalhadores “saberão lidar pacificamente com acções fora de contexto e incompreensíveis à luz da razão”. A Galp encerrou este ano a refinaria de Matosinhos, distrito do Porto, na sequência da decisão de concentrar as operações em Sines.

Em Junho, a petrolífera anunciou ao mercado que pretende transformar gradualmente a refinaria de Sines “num centro de energia verde”, um projecto que será alavancado no acesso ao hidrogénio verde.

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