19 Junho 2024, Quarta-feira

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Travessia fluvial entre as duas margens do rio Sado discutida na Assembleia da República

Travessia fluvial entre as duas margens do rio Sado discutida na Assembleia da República

Travessia fluvial entre as duas margens do rio Sado discutida na Assembleia da República

Comunistas apontam responsabilidade de “resolver ou manter problema” para o PS. Pretendem ainda integrar serviço na Transtejo e manter trabalhadores

 

O Partido Comunista Português (PCP) e o Bloco de Esquerda (BE) vão entregar na Assembleia da República uma recomendação para o Governo incluir a travessia do rio Sado, entre Setúbal e Tróia, no passe Navegante, desafiando, assim, o executivo PS a posicionar-se sobre o aumento dos preços do transporte fluvial.

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O PCP pretende “resgatar o direito ao transporte público fluvial entre as margens do Rio Sado”. Em declarações a O SETUBALENSE, Paula Santos, líder parlamentar do partido comunista, explica que “há muito que o PCP tem vindo a defender a integração deste transporte no Passe Navegante”.

Para a deputada comunista, o PS tem de assumir as suas posições relativamente a esta matéria, uma vez que o pretendido pelo partido é “resolver um problema que é amplamente sentido pelas populações”. “Fica na responsabilidade do PS  se quer resolver ou manter o problema”.

No entender de Paula Santos, é “inaceitável que ainda não se tenham tomado medidas para resolver este problema”, de modo a “garantir o acesso e a mobilidade à população”, sendo que trata de uma questão de “elementar justiça”.

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“Na parte do PCP o que se exige é uma solução para assegurar a estes utentes uma garantia de mobilidade. Fica à responsabilidade dos outros partidos, se querem resolver verdadeiramente este problema”.

Desta forma, o PCP pretende que se considere a concessão existente entre a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS) e a Atlantic Ferries, e resgate o contrato de concessão, por ausência de cumprimento do objecto contratual, de modo a “melhorar a mobilidade das pessoas e bens”, o que traria “enormes benefícios para a Área Metropolitana de Lisboa e para o país”, e que se proceda à sua integração do serviço na empresa do sector empresarial do Estado (Transtejo). O partido quer ainda que se integre os trabalhadores desta empresa, na empresa que ficar com a concessão.

Já o Bloco de Esquerda considera que o Governo deve “intervir e articular entre as várias entidades no terreno para que a travessia fluvial seja rapidamente incluída no PART e abrangida pelo passe Navegante”. Desta forma, o grupo parlamentar do BE propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que “articule com as entidades municipais e intermunicipais e com a APSS de forma a incluir a travessia fluvial no Programa de Apoio à Redução Tarifária nos transportes públicos”.

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Caso esta medida seja adoptada, a mesma permitirá que a viagem passe a estar integrada no passe metropolitano de 40 euros quando, actualmente, o passe da travessia, que está concessionada à Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS) e à empresa Atlantic Ferries, chega aos 92,80 euros mensais.

Na passada terça-feira os autarcas de Setúbal, Alcácer do Sal e Grândola, insurgiram-se contra os preços da travessia numa conferência de imprensa conjunta, onde defenderam a extensão do passe Navegante para esta travessia. Os deputados do PS eleitos pelo círculo de Setúbal também questionaram o ministro do Ambiente, Duarte Cordeiro, sobre a inclusão da viagem Setúbal-Tróia no tarifário da Área Metropolitana de Lisboa.

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