19 Maio 2024, Domingo

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Sequestradores de português levado para Espanha tentaram também raptar mulher em Setúbal

Sequestradores de português levado para Espanha tentaram também raptar mulher em Setúbal

Sequestradores de português levado para Espanha tentaram também raptar mulher em Setúbal

Sequestro falhado na cidade do Sado permitiu que PJ chegasse aos autores do crime

 

Os autores do sequestro de um português de 82 anos no Algarve, que foi depois levado para a zona de Barcelona, tentaram também sequestrar uma mulher em Setúbal, mas falharam o intento, disse um responsável da Polícia Judiciária (PJ).

Segundo Batista Correia, da directoria do Sul da PJ, o sequestro gorado em Setúbal, no qual foi roubado o veículo da vítima, permitiu depois localizar a viatura e deter os homens que já tinham sequestrado o empresário octogenário em Almancil, no Algarve.

Aquele responsável participou hoje, em Barcelona (Espanha), numa conferência de imprensa conjunta com elementos da polícia catalã Mossos d’Esquadra e da Polícia Nacional Espanhola.

O inspector enalteceu “a cooperação efectiva, permanente e diária” entre a PJ e os órgãos policiais espanhóis, sem a qual “o resultado teria sido completamente diferente para pior”, porque “não se teria conseguido identificar os autores e deter os suspeitos”.

A PJ começou a investigação no dia 25 de Agosto, quando o empresário português é raptado e sequestrado na zona de Almancil, no Algarve, por três suspeitos encapuzados e com recurso a arma de fogo, tendo o filho denunciado depois que o pai estava desaparecido.

“Feitas as comunicações normais nestes casos de desaparecimento da vítima e da viatura em causa, foi logo recebido um contacto, passadas poucas horas, por parte dos Mossos d’Esquadra de Barcelona, a dizer que tinham localizado a vítima, depois de se ter libertado de ter estado atada a uma árvore”, contou o inspector português.

Batista Correia explicou que os investigadores sabiam que os suspeitos se expressavam em português do Brasil e demonstravam “uma forte mobilidade”, e constataram que os cerca de 100.000 euros subtraídos à vítima “foram desviados” para contas de Portugal, Espanha, Bélgica, França e Lituânia, dificultando o trabalho policial.

Estavam divididos “em dois grandes grupos”, um operacional, composto “por três indivíduos, que seriam os autores materiais dos raptos em Portugal”, e outro dedicado “ao branqueamento e dissolução dos proventos”, assinalou.

“Ao identificarmos esta vertente da organização, e quando nos preparávamos para, de forma conjunta e articulada, fazer uma operação com vista a deter os autores, que na sua grande maioria residiam no Sul de Espanha, fomos surpreendidos com uma outra tentativa de rapto, em Setúbal, a cerca de 50 quilómetros de Lisboa, de uma mulher jovem, que quando estava a chegar a casa é abordada por três sequestradores”, contou.

As equipas de investigação perceberam que “se tratava do mesmo grupo, porque o tipo de veículo era o mesmo”, a vítima tinha “muita capacidade financeira” e os autores “eram igualmente três indivíduos brasileiros”, embora desta vez tivessem actuado de cara descoberta.

Entre as semelhanças esteve também o recurso a uma arma de fogo para “pôr a vítima jovem dentro do carro”, mas a reacção “imediata” da mulher, aliada a “uma descoordenação” entre os suspeitos e “o alvoroço que foi criado na altura”, levou a que “os três sequestradores fugissem com o carro da vítima”.

“O carro da vítima tinha um GPS e houve imediatamente um contacto directo com as autoridades espanholas, que permitiu que a viatura fosse identificada e parte dos autores fossem detidos em Torremolinos, pelo Cuerpo Nacional de Polícia, nesse mesmo dia”, frisou.

No dia seguinte, os três corpos policiais realizaram buscas domiciliárias no Sul de Espanha e também em Portugal, e detiveram os autores” do branqueamento do dinheiro, referiu, acrescentando que só um deles foi identificado em Portugal.

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