19 Junho 2024, Quarta-feira

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Sapadores de Setúbal protestam em frente ao quartel

Sapadores de Setúbal protestam em frente ao quartel

Sapadores de Setúbal protestam em frente ao quartel

Bombeiros queixam-se de falta de pagamento de subsídios por parte da autarquia

Os bombeiros sapadores de Setúbal protestaram de forma espontânea esta quarta feira em frente ao quartel contra a falta do pagamento de subsídios pela autarquia, o de trabalho suplementar e de turno.
O protesto foi espontâneo e conta com mais de 60 bombeiros que decidiram, de acordo com Ricardo Cunha, dirigente do Sindicato Nacional de Bombeiros Sapadores, “bater com a mão em cima da mesa quando têm uma luta há oito meses pelo direito ao pagamento do trabalho suplementar e agora viram a autarquia dizer que não paga o subsídio de turno”.
Num vídeo publicado nas redes sociais, os bombeiros são vistos a colocar os seus capacetes no chão à frente do espaço e algumas viaturas ocuparam a estrada. A PSP esteve no local e não há indicação de distúrbios.
Ricardo Cunha afirma que os bombeiros decidiram “extravasar pelas dificuldades que sentem, por não conseguirem lidar com a vida profissional e familiar”. Os bombeiros sapadores de Setúbal estão em greve há oito meses.
Em comunicado, a autarquia considera que está obrigada a cumprir a lei e que nesse sentido emitiu um despacho que determina, neste preciso quadro, “a suspensão do pagamento de suplementos remuneratórios aos bombeiros sapadores no exercício das suas funções, até que este direito seja expressamente reconhecido na lei”.
“É imperioso que seja encontrada uma solução que permita às autarquias detentoras de corpos de bombeiros profissionais pagar aos seus bombeiros os suplementos remuneratórios a que têm direito”, pode-se ler no mesmo comunicado.
Fernando Curto, presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, não concordou com a realização desta ação e refere que a solução para o problema de todos os bombeiros passa pela revisão do Estatuto dos Bombeiros. “Queremos uma carreira igual à das forças de segurança e queremos que todas as autarquias forcem o Ministério da Administração Interna a legislar nesse sentido”.
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