23 Maio 2024, Quinta-feira

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PS quer acesso aos projectos para Imapark e Praça de Touros ou avança para MP

PS quer acesso aos projectos para Imapark e Praça de Touros ou avança para MP

PS quer acesso aos projectos para Imapark e Praça de Touros ou avança para MP

Executivo CDU garante que “discurso populista” não assusta. André Martins assegura que documentos serão entregues brevemente

 

O Partido Socialista quer ter acesso aos projectos relativos ao complexo Imapark e à Praça de Touros Carlos Relvas, deixando a garantia que caso o mesmo não seja dado aos vereadores socialistas até ao final desta semana, o partido irá avançar para o Ministério Público (MP). O executivo CDU realçou que o “discurso populista” não assusta a autarquia e garantiu que estes documentos serão entregues nos próximos dias.

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Os vereadores do PS voltaram a solicitar esta quarta-feira, em reunião pública, o envio do projecto de arquitetura contratado pelo município, em Outubro de 2020, no valor de 54 mil euros, que teria um período de execução de 12 meses e que, 36 meses depois, “não estará ainda totalmente executado”.

Fernando José reforçou o pedido de acesso aos projectos relativos ao complexo Imapark e à Praça de Touros Carlos Relvas, que já havia sido feito há trinta dias e ainda não foi respondido. Nesse sentido, o vereador socialista deixou o ‘aviso’ que caso o mesmo não seja respondido até ao final desta semana, o PS irá avançar para o MP.

André Martins, em resposta ao pedido socialista, garantiu que não se sente intimidado pelo “discurso populista” do PS, enaltecendo que a resposta só ainda não foi dada porque os serviços “têm uma actividade própria e tudo tem um tempo”. O autarca deixou ainda a garantia que “amanhã ou depois de amanhã” haverá resposta ao requerimento pedido pelo Partido Socialista, reforçando que os serviços camarário “não estão aqui só a trabalhar para o PS”.

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Em resposta ao autarca, Fernando José pediu a André Martins que “não se desculpasse com os serviços camarários”.

Os vereadores socialistas questionaram também se já tinha sido obtida a autorização da locadora para a realização de protocolos e cedência de espaços neste complexo. O presidente da Câmara Municipal de Setúbal respondeu de forma positiva, confirmando que após reunião com a locadora, tudo foi autorizado.

Outra questão também muito debatida foi a Praça de Touros Carlos Relvas, que o Partido Socialista considera “estar ao abandono”. Fernando José questionou o executivo CDU por várias vezes sobre qual é a solução para este espaço cultural, realçando que André Martins “ganhou o gosto em andar sempre em protestos”, quando deveria estar “focado em governar o município”.

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Quanto à praça de touros em si, Joel Marques, vereador socialista, relatou aquilo que viu durante a sua visita ao local nesta segunda-feira. O deputado municipal realçou a existência de “vários animais mortos”, num local que está em “iminente derrocada”.

 

CDU “não teme discurso populista” do PS

André Martins lamentou por várias vezes a existência de forças políticas que “só sabem falar daquilo que não está bem”. O autarca setubalense garantiu que o Imapark “não está ao abandono” e que tem projectos para requalificação, sendo que aquilo que a autarquia faz é “encontrar parceiros para que requalificação tenha um custo menor para a câmara municipal”.

O líder do executivo CDU sublinhou o exercício de “propaganda política” do PS, que “nada tem a ver” com as situações discutidas.

O presidente da autarquia apontou a Fernando José que lhe “falta capacidade para falar das coisas boas de Setúbal”, e que a “única coisa que sabe fazer é dizer mal da cidade”, reforçando que o vereador “nunca fez nada por Setúbal nem por Azeitão”.

O Imapark é um complexo com mais de 90 mil metros quadrados entre as Pontes e Gâmbia, no concelho de Setúbal, adquirido através de leasing imobiliário no valor de 4,4 milhões, em 2019, pela autarquia. Este tem sido um tema de intenso debate entre o executivo liderado pela CDU e a oposição, depois dos vereadores do PS terem recentemente visitado o empreendimento, onde “constataram o profundo estado de degradação e abandono do espaço”, o que comprovou a “ausência de projeto para o investimento realizado pelo município no valor de 4,4 milhões de euros”.

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