23 Maio 2024, Quinta-feira

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PS critica falta de resposta na habitação e espiral de endividamento do executivo CDU

PS critica falta de resposta na habitação e espiral de endividamento do executivo CDU

PS critica falta de resposta na habitação e espiral de endividamento do executivo CDU

Vereadores socialistas acusam André Martins de “gestão irresponsável e pouco rigorosa”

 

O Partido Socialista criticou a falta de resposta do município à questão da habitação, considerando que o Orçamento Municipal, aprovado em reunião pública, foi uma “oportunidade perdida”. Numa conferência de Imprensa realizada ontem , na sede distrital do partido, os vereadores de Setúbal criticaram a “espiral de endividamento” em que o município está a entrar, acusando o executivo CDU de uma “gestão irresponsável e pouco rigorosa”.

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Para os autarcas do PS, a gestão dos sucessivos executivos CDU tem sido “sinónimo de desinvestimento” em áreas prioritárias para o município e para os munícipes. Os socialistas deram o exemplo da habitação e de endividamento da autarquia para a realização de “projectos megalómanos que nunca se concretizam”, dando como exemplo o centro cultural multiusos na Praça de Touros Carlos Relvas ou o novo Mercado Abastecedor e de 2ª Venda no Complexo IMAPARK, espaços que para os deputados foram “deixados ao abandono, em estado de profunda de degradação”, sendo que nestes já foram “investidos largos milhões de euros do erário público”.

Fernando José considerou que em 20 anos “não foi nada feito” relativamente aos problemas da habitação em Setúbal. No entender do vereador do PS foi necessário o Governo socialista “mexer-se” para o executivo CDU fazer alguma coisa relativamente à questão da habitação.

Os vereadores voltaram a defender a alocação de cinco milhões de euros para a aquisição de um mínimo de 30 imóveis destinados ao arrendamento acessível, dando assim uma resposta “urgente e imediata aos jovens e às famílias em situação de carência habitacional”. O vereador setubalense comparou este investimento, que no seu entender deveria ser feito, com a construção de uma nova biblioteca, que “terá um custo de seis milhões de euros”. “Não é que construir uma biblioteca não seja importante, mas temos de ter as prioridades bem definidas e perceber aquilo que a população de Setúbal realmente precisa”, referiu na manhã de ontem.

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Joel Marques, eleito socialista, acusou o executivo CDU de estar a entrar numa “espiral de endividamento”, devido à forma como contrai empréstimos. No entender do vereador  a contratualização de sucessivos financiamentos tem sido “marca” desta gestão CDU, que “caminha para o esgotamento da capacidade de endividamento da autarquia”, numa política de “condicionamento de mandatos futuros” com o financiamento de obra que deveria ser gestão corrente do município, dando como exemplo a “pintura de passadeiras ou as intervenções para a reabilitação da via pública”.

Para os socialistas tem-se tornado cada vez mais “evidente” que Setúbal assiste ao “fim e declínio de um ciclo político, uma luz que se apaga e que arrasta o concelho para a escuridão da falta de estratégia”. No entender do PS, assiste-se a um executivo CDU “sem capacidade para dar resposta àquilo que são as necessidades prementes do município”, considerando que os comunistas “abdicam” de definir a política fiscal da autarquia, deixando ao “critério da oposição” a apresentação de propostas desta índole.

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