Piloto setubalense completa volta ao mundo num avião ligeiro em 36 dias

Piloto setubalense completa volta ao mundo num avião ligeiro em 36 dias

Piloto setubalense completa volta ao mundo num avião ligeiro em 36 dias

Filipe Rosa concluiu a circum-navegação em julho, numa aventura com mais de 173 horas de voo

O piloto Filipe Rosa, residente na zona de Alcochete e natural de Setúbal, concluiu em julho uma volta ao mundo a bordo de um avião ligeiro Sling TSi, com a matrícula N688TW, numa viagem que atravessou vários continentes e levou o nome de Portugal a diferentes pontos do planeta.

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A circum-navegação, realizada em direção oeste, prolongou-se por 36 dias e totalizou mais de 173 horas de voo. Ao longo do percurso, Filipe Rosa atravessou o Círculo Polar Ártico e o Equador, passando por regiões tão distintas como o Alasca, Taiwan e as Seychelles.

A viagem está registada na Earthrounders, referência internacional dedicada às voltas ao mundo realizadas em aeronaves ligeiras, com o número de voo 715. Segundo o levantamento histórico disponível, Filipe Rosa será o terceiro português a completar uma volta ao mundo de avião, independentemente do tipo de aeronave.

Para o piloto português, a concretização deste objetivo representa a realização de um sonho antigo. “É um sonho que já tinha há muitos anos e torna-se mais especial tendo sido num avião monovolume”, afirma Filipe Rosa, destacando a particularidade de ter realizado a viagem numa aeronave com apenas 950 quilos de peso máximo à descolagem.

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A preparação e execução da viagem exigiram também um planeamento rigoroso, sobretudo devido às diferentes regras e autorizações necessárias para atravessar os vários territórios. “Precisava sempre de autorização, não só para aterrar, mas também para sobrevoar pelos sítios onde passava”, explica o piloto.

A aventura à volta do globo não surgiu, contudo, de forma isolada. Antes de iniciar a circum-navegação, Filipe Rosa já acumulava uma experiência significativa em travessias de longa distância. “Antes desta volta, só este ano, já tinha feito oito travessias oceânicas”, revela.

Entre a preparação das rotas, as autorizações, as escalas e as muitas horas passadas aos comandos, o desafio teve também uma dimensão financeira considerável. “São muitas horas de voo, e é muito dinheiro em combustível, mas pelo feito, valeu a pena”, resume.

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A conclusão da viagem coloca o piloto setubalense entre um grupo muito restrito de portugueses que conseguiram completar uma volta ao mundo de avião. O feito ganha ainda maior relevância por ter sido concretizado num avião monomotor ligeiro, categoria em que as exigências de planeamento e operação assumem uma importância particular.

Apesar de ter acabado de concluir uma das maiores viagens da sua carreira, Filipe Rosa não parece querer ficar por aqui. O piloto admite ter outros objetivos relacionados com a aviação, mas prefere mantê-los em segredo por enquanto. Há, garante, novos desafios no horizonte, embora só sejam conhecidos quando estiverem efetivamente concretizados.

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