23 Maio 2024, Quinta-feira

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Mais de uma dúzia de golfinhos encontrados mortos nas praias do sul do distrito de Setúbal

Mais de uma dúzia de golfinhos encontrados mortos nas praias do sul do distrito de Setúbal

Mais de uma dúzia de golfinhos encontrados mortos nas praias do sul do distrito de Setúbal

ICNF garante tratar-se de um “fenómeno regular”. Difíceis acessos e extensão da orla costeira justificam ‘acumular’ dos cetáceos

 

Ao longo das últimas semanas têm sido regulares os avistamentos de golfinhos mortos ao longo das praias do sul do distrito de Setúbal. Foram 14 os animais encontrados na orla costeira sadina, mas o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) garante tratar-se de um “fenómeno que ocorre com muita regularidade”.

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Em declarações a O SETUBALENSE, o ICNF explica que o arrojamento de cetáceos ao longo da costa portuguesa acontece com muita regularidade, esclarecendo que “o areal da costa de Grândola não foge à regra”.

Este acumular de cadáveres acontece por se tratar de uma zona com uma “grande extensão” e tendo em conta que alguns animais estão em locais onde por vezes não existem “acessos fáceis” à orla costeira, torna que a detecção dos corpos “em tempo útil nem sempre seja possível”.

Esta dificuldade de acessos proporciona que, por vezes, os arrojamentos sejam detectados “todos num curto período de tempo e inclusivamente no mesmo dia”. Esta situação acontece fruto de “monitorizações regulares” realizadas com recurso a veículos motorizados, como é exemplo das campanhas de limpeza da orla costeira levadas a cabo por Organizações Não Governamentais (ONGs).

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O ICNF elucida também que os 14 golfinhos detectados entre o Bico das Lulas e a costa de Grândola são todos da espécie golfinho-comum (Delphinus delphis), não tendo qualquer relação com a comunidade de roazes-corvineiros do estuário do Sado. Os animais detectados encontravam-se em “diferentes estados de decomposição”, e num “estado avançado da mesma”.

Este indicativo explica que as mortes ocorreram “há várias semanas”, o que, de acordo com o ICNF, “impossibilita a determinação da causa de morte”. Segundo a clarificação deste instituto, a “regularidade” deste fenómeno na zona costeira referida, torna-se ainda “mais evidente” tendo em conta o número de arrojamentos desta espécie registados nos últimos três anos.

“Verifica-se uma média anual de cerca de 250 arrojamentos de cetáceos da espécie golfinho-comum, dos quais cerca de 26 foram na região do Alentejo”, explica o ICNF.

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ONGs ajudam a detectar corpos dos animais

A Brigada do Mar, uma Organização Não Governamental para o Desenvolvimento (ONGD), foi uma das organizações que, num só dia, durante uma acção de limpeza, encontrou alguns golfinhos mortos na orla costeira sadina.

“De Sines até Tróia encontrámos cinco ou seis golfinhos mortos. Um perto da Lagoa da Sancha, no concelho de Sines, e outro já perto do Bico das Lulas, em Tróia, no concelho de Grândola”, elucida Miguel Aragonés a O SETUBALENSE.

O operacional desta organização explica que o processo da Brigada do Mar após avistar um animal passa por contactar o Arrojal – Rede Regional do Alentejo, o centro de apoio ao arrojamento na região do Litoral Alentejano.

Este centro de apoio, “sempre que pode”, retira os dados no imediato, como “parte da mandibula e alguns dentes”, para investigação, sendo que nalguns casos “faz logo a recolha do animal”. “Quando não é possível a remoção imediata, é colocada uma etiqueta para indicar que está sinalizado.”, clarifica Miguel Aragonés.

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