23 Maio 2024, Quinta-feira

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Mais de 15 mil alunos ainda sem aulas no distrito sadino

Mais de 15 mil alunos ainda sem aulas no distrito sadino

Mais de 15 mil alunos ainda sem aulas no distrito sadino

Os números são avançados pelo PSD, que revela “muita preocupação” com início do ano lectivo

 

Quinze mil e seiscentos alunos, é este o número de alunos do distrito ainda sem aulas em todas as disciplinas. Os dados são apresentados pela Comissão Política Distrital de Setúbal do PSD, que revela “muita preocupação” com o início do ano lectivo no distrito sadino, tendo em conta a situação destes estudantes que ainda estão sem aulas. Os números apresentados pelos social-democratas são o resultado dos dados recolhidos pelos delegados sindicais do distrito.

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“Lamentável, preocupante e indesculpável”. É desta forma que os social-democratas referem a situação no sector da educação no distrito.  A Comissão Política Distrital de Setúbal do PSD “exige” do Governo a colocação urgente dos professores em falta no distrito de Setúbal, para “não deixar estes cerca de 15.600 jovens sem aulas”, considerando “fundamental encetar esforços” de forma a “criar incentivos salariais e fiscais” para a fixação de docentes em zonas onde há falta de professores, “como é o caso do distrito de Setúbal”, sem “descurar as habilitações adequadas para a docência”.

Paulo Ribeiro, líder da Comissão Política Distrital de Setúbal, considera que se trata de uma “situação inadmissível”, que se “tem agravado todos os anos” fruto da “inacção” do Governo. No entender de Paulo Ribeiro, existe a necessidade de “valorizar e tornar mais atractiva” a carreira para os docentes, de modo a “chamar” professores mais novos. Em declarações a O SETUBALENSE, o social-democrata revelou ainda que o líder do PSD, Luís Montenegro, tem entrado em contacto com vários sindicatos, autarcas dos municípios a nível nacional e com escolas, para recolher informações sobre o estado actual do sector, de modo a conseguir propor soluções ao Governo.

Terminada a primeira semana de aulas, os social-democratas apontam a escassez de professores, “que se tem agudizado todos os anos”, como causa para que fiquem centenas de horários por preencher no distrito, num “fenómeno nacional que é particularmente grave no distrito de Setúbal”.

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“De ano para ano, a situação agrava-se nas escolas do distrito”, aponta o partido, considerando que este é o resultado da “incapacidade” do Governo e do ministério da Educação em “resolver o problema”.

“Oito anos de governação socialista têm conduzido a uma degradação do ensino público em Portugal, e consequentemente no nosso distrito, sendo cada vez maior o número de alunos sem aulas”, refere o partido.

Em nota de Imprensa, a comissão distrital do PSD considera “fundamental” que o Governo valorize a carreira dos professores, garanta “melhores condições para o exercício da sua profissão e encontre respostas para o problema grave de falta de docentes”. Os social-democratas “lamentam” que o actual ministro da Educação, que faz parte da equipa governativa socialista há oito anos, não encontre soluções, com o PSD a considerar que se constitui “cada vez mais” como um factor de “instabilidade do nosso sistema de ensino”.

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O partido social-democrata refere ainda que durante a governação socialista, os líderes nacionais foram “incapazes de solucionar vários problemas do sistema educativo português”, apontando como causa a falta de docentes, “consequência do seu envelhecimento”, e, ainda, a “falta de atractividade de uma carreira que tem sido pouco valorizada”.

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