23 Maio 2024, Quinta-feira

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Investigação no Governo não trava futura refinaria de lítio em Setúbal

Investigação no Governo não trava futura refinaria de lítio em Setúbal

Investigação no Governo não trava futura refinaria de lítio em Setúbal

Galp mantém planos e garante que trabalhos prosseguem. Alegado envolvimento do Estado, de forma indevida, não trava obra

 

A Operação Influencer, que resultou numa investigação no Governo, não trava a futura refinaria de lítio, com a Galp, em parceria com a Northvolt, a manter os seus planos e garantir que os trabalhos prosseguem, tendo como objectivo tomar uma decisão definitiva de investimento no próximo ano. Em causa esteve a polémica em torno da mesma devido à Operação Influencer, que levou à demissão de António Costa.

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“Mantemos a parceria com a Northvolt e prosseguimos com os trabalhos de engenharia tendo em vista o objectivo de tomar uma decisão final de investimento em 2024”, garantiu fonte oficial da Galp em declarações ao Jornal Económico.

Desta forma, a Galp mantém os seus planos inalterados para o sector do lítio, após ter sido investigada uma escuta pelo Ministério Público (MP), que envolve o primeiro-ministro e o ex-ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, no âmbito da escolha da localização sobre a futura refinaria. Em causa está também um alegado envolvimento do Estado, de forma indevida, ao impor a entrada da GALP na participação da Savannah Lithium, Lda. e a parceria da Northvolt com a Galp.

Esta escuta foi uma de várias que foram interceptadas sem que o ministro do Ambiente soubesse que tinha o telefone sob escuta. O tema abordado foi a localização de um projecto industrial de exploração de lítio – com Setúbal a ser escolhida em Abril de 2022.

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Segundo os autos de busca a que O SETUBALENSE teve acesso, o MP suspeita que o Estado possa ter imposto, de forma indevida, através de uma acção concertada entre Matos Fernandes, João Galamba, então secretário de Estado da Energia, e Rui Oliveira Neves, então director da GALP, a entrada da empresa portuguesa na participação da Savannah Lithium, Lda e também a parceria da Northvolt com a GALP.

 

Falta de extracção em Portugal não impede avanço

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A refinaria de lítio da Galp e Northvolt em Setúbal, com arranque previsto até final de 2025, terá sempre de recorrer à importação de matéria-prima, mesmo que venha a haver extracção em Portugal.

“Nós vamos importar a matéria-prima, o minério, e vamos importar do estrangeiro e, se for permitido [explorar lítio] em Portugal, vamos usar o português”, esclareceu o director executivo da Galp, Andy Brown, num encontro com jornalistas, na sede da empresa, em Abril de 2022.

Na mesma altura, Andy Brown explicou que, mesmo que a exploração de lítio em Portugal avance, a refinaria terá sempre de recorrer à importação de matéria-prima, para assegurar a capacidade de produção. Assim sendo, mesmo sem lítio em Portugal, o projecto em Setúbal pode avançar.

As empresas têm a “expectativa de que uma decisão de investimento positiva venha a ser tomada” durante o próximo ano de 2024. A Galp e a Northvolt, sócios da joint venture Aurora Lithium, prevêem ver nascer em Setúbal, no Parque Industrial Sapec Bay, na Mitrena, uma refinaria de lítio capaz de produzir anualmente até 35 mil toneladas de hidróxido de lítio.

A nova fábrica representa um mega-investimento de 700 milhões de euros, prevendo-se a criação de aproximadamente 200 postos de trabalho directos e 3 mil indirectos. Até ao final deste ano, o consórcio aguarda para saber se terá acesso a fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), através de uma candidatura às Agendas Mobilizadoras.

 

Projecto de interesse nacional conta com investimento estrangeiro

A futura refinaria de lítio da Galp e Northvolt apresenta-se como um Projecto de Interesse Nacional (PIN), sendo considerado pelo Governo como um dos principais investimentos no País.

Quanto ao financiamento desta obra, será repartido entre um investimento nacional e estrangeiro. Ou seja, vai existir neste  projecto um Investimento Directo Estrangeiro (IDE), sendo que dos cerca de 700 milhões de euros, 50 por cento serão investidos pela fabricante de baterias eléctricas Northvolt, empresa sueca, e o restante valor prevê-se que seja proveniente da Galp.

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