Polícia Judiciária de Setúbal realizou uma operação de larga escala em Setúbal, Lisboa e Porto visando a actividade de uma empresa nacional grossista
A Polícia Judiciária de Setúbal realizou uma operação de larga escala em Setúbal, Lisboa e Porto visando a actividade de uma empresa nacional grossista, do ramo alimentar, higiene e limpeza terá lesado os cofres do Estado em cerca de 3,5 milhões de euros, valor referente ao IVA. Foram realizadas 38 buscas, 17 das quais domiciliárias, nas quais participaram 112 inspectores da PJ e da Autoridade Tributária, bem como dois Magistrados do Ministério Público.
Na operação denominada “Carrosel”, foram constituídos oito arguidos, cinco pessoas e três empresas, número que pode vir a aumentar no decurso da investigação que teve por base uma inspecção realizada pela Autoridade Tributaria, estando em causa factos susceptíveis de configurar o crime de fraude fiscal qualificada, nomeadamente IVA na modalidade de fraude de aquisição, praticados entre os anos 2015 e 2021.
Em comunicado, a PJ descreve que foi constituída “uma rede de sociedades e de pessoas singulares, que simulavam aquisições e vendas de mercadorias no mercado nacional e no mercado comunitário, procurando aproveitar legislação relativamente à não liquidação de IVA entre estados-membros da União Europeia. De forma a camuflar a actividade da empresa, foram constituídas diversas empresas de “fachada” como forma de justificar a proveniência das aquisições”.
No decurso das buscas, as quais decorreram em várias localidades da Região de Setúbal, e também nas zonas de Lisboa e Porto, foi apreendido relevante material probatório que será objectivo de analise e perícia, bem como a quantia de 75 mil euros em numerário. Participaram nas diligências duas magistradas do Ministério Publico, 62 Inspectores da PJ, 14 peritos da Unidade de Perícia Financeira e Contabilista da PJ, 8 peritos da Unidade de Perícia Tecnológica e Informática da PJ, e por 20 Inspectores e 8 peritos informáticos da Autoridade Tributaria, e incluíram 17 buscas domiciliárias e 21 buscas não domiciliarias, nas quais se incluem gabinetes de contabilidade. O inquérito é tutelado pelo DIAP Regional de Évora.