Foram apoiadas a Paróquia de Alcácer do Sal, com 10 mil euros, o mesmo valor entregue à IPSS Vale de Acór, em Almada
O bispo de Setúbal manifestou hoje solidariedade às vítimas do mau tempo e reconhecimento pelo trabalho das organizações de socorro, revelando que a diocese apoiou entidades de Alcácer do Sal e Almada com um total de 20 mil euros.
Numa nota, o cardeal Américo Aguiar, responsável pela diocese de Setúbal, anunciou que, através do Fundo de Emergência Diocesano, foram apoiadas a Paróquia de Alcácer do Sal, com 10 mil euros, o mesmo valor entregue à Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) Vale de Acór, em Almada.
Américo Aguiar apresentou “sentidos pêsames” às famílias e amigos das vítimas mortais, durante as últimas semanas, na sequência do mau tempo, sublinhando, “de modo particular, o bombeiro e o técnico colaborador da E-Redes que perderam a vida em serviço”.
O prelado reforçou a “homenagem” e “profunda gratidão” a todos os que estão envolvidos “nas missões de socorro, apoio e recuperação, quer no território da Península de Setúbal, quer em todas as regiões do país atingidas por esta calamidade”, entre os quais bombeiros e elementos da Proteção Civil, Forças Armadas, GNR, PSP, trabalhadores municipais e governamentais, autarcas e aos voluntários.
“Quero ainda deixar uma palavra de proximidade muito sentida aos comerciantes, empresários e a todos os que viram os seus espaços de trabalho, produção e sustento gravemente atingidos — alguns tendo perdido praticamente tudo. Partilho a vossa angústia, a vossa incerteza e a vossa luta”, acrescentou.
Américo Aguiar realçou que, após estas duas doações, no Fundo restam 9.179,84 euros, apelando “à generosidade de todos”, através de donativos que podem ser feitos através do IBAN da Diocese de Setúbal (PT50 0007 0000 0065 9093 2732 3), através de MBWAY para o número 912308571, da Cáritas Diocesana de Setúbal, ou diretamente nas instituições que, no terreno, solicitarem ajuda.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
no distrito de Setúbal, Alcácer do Sal registou graves inundações e em Almada foram verificadas derrocadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.